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20 de abril de 2011

BM&FBOVESPA lança guia de sustentabilidade para empresas

Na semana passada a Bolsa de Valores de São Paulo (BM&FBOVESPA) lançou o guia “Novo Valor: Sustentabilidade nas Empresas. Como Começar, Quem Envolver e o Que Priorizar”, cujo objetivo é orientar as empresas a incorporarem práticas sustentáveis em seus negócios. Segundo Sonia Favaretto, diretora de sustentabilidade da BM&FBOVESPA, "O objetivo não é estabelecer regras ou fórmulas prontas, mas servir como um ponto de partida para que cada empresa encontre suas próprias soluções, levando em conta as características que a fazem única".

12 de novembro de 2010

Direitos humanos e mudanças climáticas são desafios para o setor financeiro

A última edição do Diálogos Itaú de Sustentabilidade, ocorrido no dia 8/11, teve como tema “Setor Financeiro, Meio Ambiente e Sociedade: Tendências e Desafios”. Nesse evento, Motoko Aizawa, consultora em sustentabilidade da International Finance Corporation – IFC, destacou o exemplo da China de atuação conjunta do banco central, ministério do meio ambiente e autoridade reguladora dos bancos no sentido de definir critérios de avaliação do risco socioambiental na concessão de crédito às empresas. A respeito do exemplo chinês, leia o nosso post Banco Central da China cria “lista suja” de empresas poluidoras de 3/12/2007.

28 de outubro de 2010

Top 10 relatórios brasileiros de sustentabilidade

Pela segunda vez, é publicado o estudo Rumo à Credibilidade, desenvolvido em conjunto pela Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável (FBDS) e pela SustainAbility. O objetivo do projeto é analisar a qualidade dos relatórios de sustentabilidade e encorajar as empresas brasileiras a aprimorarem suas práticas de relato.

30 de junho de 2010

Relatório “Estado do Mundo” alerta para o consumo consciente

O Instituto Akatu pelo Consumo Consciente lançou hoje a versão em português do Relatório “Estado do Mundo”, que é uma publicação produzida anualmente pelo Worldwatch Institute (WWI). Em sua versão de 2010, o tema do Relatório é “Transformando Culturas – do Consumismo à Sustentabilidade”.

Por meio de números atualizados, o Relatório convida a refletirmos sobre

12 de maio de 2010

Confira a nova publicação sobre "Empregos Verdes"

A Consultoria Finanças Sustentáveis lançou hoje sua mais nova publicação: "Empregos Verdes". Essa publicação foi preparada especialmente com vistas à palestra do sócio-diretor da Consultoria Finanças Sustentáveis, Victorio Mattarozzi, na 9ª Conferência Municipal de Produção Mais Limpa e Mudanças Climáticas da Cidade de São Paulo.

22 de dezembro de 2009

José Eli da Veiga lança livro trazendo reflexões acerca do desenvolvimento com baixas emissões de carbono

Na semana passada participamos do lançamento do novo livro do professor José Eli da Veiga: Mundo em Transe – do aquecimento global ao ecodesenvolvimento. Em sua apresentação, o autor tratou de uma das questões centrais do livro: o desenvolvimento perante o atual cenário de mudanças climáticas e a necessidade de transição para uma economia de baixa emissão de carbono. Levantou alguns aspectos dessa transição, como as seguranças energética e alimentar e o acesso à tecnologia.

27 de outubro de 2009

Lester Brown oferece um mapa para salvar a civilização

Participamos na semana passada do lançamento da versão em português do livro “Plano B 4.0 – mobilização para salvar a civilização”, de Lester Brown, fundador do Earth Policy Institute. Em sua palestra, o professor Brown traçou um panorama das consequências das mudanças climáticas,

22 de julho de 2009

Acompanhe a repercussão do lançamento do nosso mais novo livro

Lançado em dezembro de 2008, nosso livro Sustentabilidade no Setor Financeiro: gerando valor e novos negócios foi matéria nas seguintes mídias:

Entrevista na Rádio CBN Campinas, programa Espaço CBN Cultura, em 11/07/2009: acompanhe o áudio aqui.

Assista a entrevista na Rádio CBN, programa Mundo Corporativo, em 15/02/2009:

Conversa com Fabio Barbosa, presidente do grupo Santander Brasil, publicada no blog do Espaço Real de Práticas em Sustentabilidade, em 14/01/2009: leia aqui trecho da conversa.

Resenha do livro no caderno Eu & Investimentos do jornal Valor Econômico, em 08/01/2009: leia o texto aqui.

Entrevista na Rádio Cultura, programa Atenção Brasil, em 23/12/2008: acompanhe o áudio aqui.

Post no blog do jornalista Sidney Rezende, em 22/12/2008: leia o post aqui.

Entrevista na Rádio Jovem Pan AM, programa Rádio ao Vivo, em 16/12/2008: acompanhe o áudio aqui.

Nota na Revista Planeta, edição de fevereiro de 2009:

12 de junho de 2009

Triodos ganha o prêmio de banco sustentável do ano

O banco Triodos acaba de ganhar o prestigiado prêmio de banco sustentável do ano concedido pela International Finance Corporation – IFC e o jornal Financial Times – FT. É a primeira vez que uma instituição financeira, que já nasceu com a estratégia de sustentabilidade nos negócios, ganha esse prêmio. Para nós, coordenadores deste blog, é motivo de satisfação recebermos esta notícia de premiação do banco Triodos. Foi justamente por entendermos que o modelo do Triodos pudesse servir de inspiração para o setor financeiro, que escrevemos o livro “Sustentabilidade dos Negócios no Setor Financeiro: Um caso prático”, lançado em março de 2008, onde apresentamos justamente o caso de sucesso do Triodos. Com crescimento médio anual de 20% nos últimos 10 anos, 25% em 2008, e ativos de 3,7 bilhões de euros, o banco Triodos demonstra que seu modelo de negócio, radicalmente diferente, funciona, não é um nicho de mercado, nem uma butique ou um modelo para o futuro, segundo afirmaram os representantes da IFC e do FT membros da comissão julgadora do prêmio. Em meio à crise econômico-financeira eles destacaram a relevância de premiar o banco Triodos, afirmando que “este é o ano para demonstrar que precisamos de um novo modelo de negócio.” Peter Blom, presidente do Triodos, afirmou: “nós desejamos contribuir para a construção de um sistema financeiro sustentável e pensamos que o nosso modelo de banco irá inspirar profundas mudanças no setor financeiro.” Fundado em 1980 na Holanda, o banco Triodos lançou nesse país os primeiros fundos com caráter “ambiental” e “cultural”. O banco possui 200 mil clientes e investe em mais de 9,5 mil projetos ao redor do mundo com objetivo de ampliar o mercado de serviços financeiros sustentáveis. Saiba mais sobre o livro “Sustentabilidade dos Negócios no Setor Financeiro: Um caso prático”

30 de abril de 2009

Itaú Unibanco reforça estratégia de sustentabilidade

Participamos ontem da apresentação da estrutura da nova Governança de Sustentabilidade do Itaú Unibanco e da sua recém-consolidada Política de Sustentabilidade. Nesse evento foi divulgado também o Relatório Anual de Sustentabilidade 2008, já unificando os dois bancos.

6 de abril de 2009

EUA: seguradoras deverão informar sobre o impacto das mudanças climáticas

Recentemente, a National Association of Insurance Commissioners – NAIC, órgão regulador do setor segurador dos Estados Unidos, tornou obrigatória a divulgação pública de informações pelas companhias seguradoras sobre os riscos financeiros decorrentes das mudanças climáticas em seus negócios e que medidas estão adotando para enfrentá-los. Esta decisão foi uma vitória para a rede Ceres de investidores e organizações ambientalistas, que há cerca de 2 anos vinha propondo às seguradoras maior transparência de informações a respeito desses riscos Para cumprir essa nova exigência da NAIC, as seguradoras terão que avaliar o risco climático de seus clientes. Elas também deverão divulgar como estão adaptando sua gestão de risco à luz dos desafios das mudanças do clima e que medidas estão adotando para orientar os formuladores de políticas públicas e seus clientes sobre os riscos das mudanças climáticas. A rede Ceres espera que a nova regulamentação da NAIC, incentive a Securities and Exchange Commission – SEC, comissão de valores mobiliários dos EUA, a adotar medida semelhante para todas as empresas com ações negociadas em bolsas de valores. Em um documento que lançou em 2008, a NAIC advertia que as mudanças climáticas representam um “desafio sem precedentes para as seguradoras”. Seria hora do órgão regulador do setor de seguros e das companhias seguradoras brasileiros dedicarem mais atenção à questão das mudanças do clima no ambiente de negócios, não somente com relação aos riscos, mas principalmente quanto a novas oportunidades de negócios. Algumas seguradoras americanas já estão oferecendo novos produtos visando reduzir seus riscos e ajudar a combater as mudanças do clima. Esses produtos incluem diretrizes para edificações “verdes”, proteção contra secas em paises em desenvolvimento e incentivos para investimento em energias renováveis. Leia aqui o press release da rede Ceres

16 de dezembro de 2008

Pesquisa avalia os melhores relatórios de sustentabilidade do Brasil

Semana passada estivemos no lançamento da pesquisa “Rumo à Credibilidade”, desenvolvido em conjunto pela Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável (FBDS) e pela SustainAbility. O objetivo do projeto foi analisar a qualidade dos relatórios de sustentabilidade e encorajar as empresas brasileiras a aprimorarem suas práticas de relato.

10 de dezembro de 2008

Bank of America vai deixar de operar com clientes do setor de carvão

Após organizações ambientalistas terem questionado o financiamento de extração de carvão nos Estados Unidos, o Bank of America acabou lançando sua mais nova política para esse setor de atividade. Por meio dessa política o banco compromete-se em financiar os setores de eficiência energética, energias renováveis e outras fontes de energia de baixa emissão de carbono. Paralelamente, o banco anunciou que somente irá financiar clientes do setor, cujo método de extração do carvão é de superfície, deixando de operar com aqueles que utilizam métodos mais agressivos ao meio ambiente. Reconhecendo que os combustíveis fósseis, incluindo o carvão, ainda continuarão fontes relevantes de geração de energia no mundo, agravando as mudanças do clima, o Bank of America também anunciou que irá promover pesquisas para viabilizar em escala global a captura e o armazenamento do carbono no subsolo do planeta. Nessa direção o banco estabeleceu uma parceira com o Harvard University Center for the Environment. Consideramos essa nova política do Bank of America mais uma iniciativa do setor financeiro no sentido de avaliar os riscos e oportunidades associados às mudanças climáticas. Ela ocorre logo em seguida do lançamento do Climate Principles, que comentamos no post do dia 4/12. Leia aqui a Política do Setor de Carvão. Leia aqui a parceira do Bank of America com a Harvard University Center for the Environment.

6 de novembro de 2008

Mudanças climáticas: confira o novo relatório do CDP

Participamos ontem do lançamento do Relatório 2008 do Carbon Disclosure Project – CDP Brasil. O CDP, com sede em Londres, é uma organização sem fins lucrativos e independente que promove diálogo entre investidores e empresas de capital aberto, visando a divulgação de informações sobre as questões relativas às mudanças climáticas no âmbito dos negócios. Paralelamente, foi também lançado o relatório de 2008 do CDP das 500 maiores empresas abertas do mundo. A respeito do relatório brasileiro, Paul Simpson, diretor operacional do CDP, destacou o aumento de 47 para 60 empresas, respectivamente em 2007 e 2008, que responderam ao questionário que serve de base para a elaboração do relatório. Ele chamou atenção para o nível de adesão ao projeto: 83% das empresas convidadas responderam ao questionário. Esse percentual registrado no Brasil só foi inferior ao do Reino Unido (90%), país onde o CDP foi inicialmente criado. Pela primeira vez uma empresa brasileira, Vale do Rio Doce, entrou na lista das 60 melhores classificadas mundialmente, de acordo com o critério do CDP para avaliar como as empresas lidam com as mudanças do clima e buscam reduzir suas emissões de carbono. Simpson alertou sobre os riscos das mudanças do clima para as empresas: taxação sobre as emissões de carbono, maior regulamentação, alterações nos padrões climáticos, introdução de novas tecnologias e mudanças nos hábitos de consumo (consumidores estão cada vez mais exigentes). Por outro lado, ele identificou oportunidades de negócios, destacando que somente os investimentos em tecnologias limpas totalizaram US$ 150 bilhões em 2007. Finalmente, Simpson informou que o novo foco do CDP será avaliar toda a cadeia produtiva. Assim, as empresas que já participam do CDP devem buscar o engajamento de seus fornecedores no combate às alterações do clima e na redução das emissões de carbono. Outra novidade é que os dados do CDP sobre as empresas estão agora disponíveis no terminal de informações Bloomberg, o que facilitará a avaliação e a identificação das empresas que mais ganham e mais perdem com as mudanças do clima, como já o estão fazendo os bancos Citi e Goldman Sachs. Esperamos que cada vez mais instituições financeiras e administradores de recursos passem a incorporar essa análise em suas recomendações e decisões de investimento. Vale a pena conferir os relatórios do CDP aqui. Obs.: 1. a versão eletrônica do Relatório CDP 2008 Brasil brevemente estará disponível. 2. já é possível acessar as respostas de todas as empresas no site do CDP, inclusive das brasileiras.

4 de novembro de 2008

Stern alerta para os impactos das mudanças do clima na economia

Participamos hoje do evento “Elementos-chave para uma economia de baixo carbono”, no qual houve a palestra do renomado economista inglês Nicholas Stern. A pedido do governo britânico, o prof. Stern elaborou um relatório para avaliar os aspectos econômicos das mudanças climáticas, o chamado Stern Review. Em sua palestra, o prof. Stern alerta para as conseqüências das mudanças do clima como, por exemplo, secas, inundações, furacões e aumento da temperatura do planeta, que irão provocar o deslocamento de populações afetadas por esses eventos climáticos e interferir no nosso modo de vida. Ele aponta para a necessidade de haver um entendimento global para estabilizar o nível de emissão na atmosfera dos gases do efeito estufa, principalmente de gás carbônico (CO2). Esse entendimento passaria por uma estreita colaboração entre o setor público e o setor privado, pela implantação de políticas públicas voltadas à mitigação dos impactos das alterações do clima, pela taxação das emissões de carbono e por investimentos em pesquisa e tecnologias de baixo carbono. Segundo ele, os setores siderúrgico, cimenteiro e de alumínio, grandes consumidores de energia, são os mais afetados e os que mais devem resistir a esse entendimento e recomenda aos governos não cometerem o erro de aumentar o protecionismo econômico, principalmente ao setor agrícola. Os riscos das mudanças climáticas para as empresas, segundo o prof. Stern, são: causar danos materiais, comprometer a reputação (nada fazer frente às alterações do clima), haver maior regulamentação e provocar alterações nos preços de mercado. Por outro lado, ele identifica oportunidades de negócios voltados ao desenvolvimento de novas tecnologias de baixa emissão de carbono e à eficiência energética. Finalmente, o prof. Stern alerta: “postergar os investimentos para combater a mudança do clima aumentará o custo para enfrentá-la mais adiante e dificultará ainda mais a nossa vida". Lei aqui o Relatório Stern.

24 de outubro de 2008

Setor da construção civil lança Protocolo Ambiental

O Governo do Estado de São Paulo e entidades do setor da construção acabam de assinar um protocolo que visa a reduzir o impacto ambiental de obras públicas e privadas. O Protocolo Ambiental da Construção Civil Sustentável estabelece diretrizes para o uso racional de recursos naturais, seleção de materiais adequados, reuso de entulho e normas de construção que provocam menor impacto ambiental. Dentre as normas de construção, destaca-se a necessidade de utilização de energias renováveis e de equipamentos com baixo consumo de energia, o uso de iluminação e ventilação naturais e a preservação da vegetação. Além disso, as entidades que aderiram ao protocolo se comprometem a armazenar águas de chuva para uso não potável e a utilizar madeira de reflorestamento ou de origem legal comprovada em seus empreendimentos. A adesão ao protocolo é voluntária. Contudo, consideramos essa iniciativa um passo importante na direção do uso de práticas mais sustentáveis na industria da construção, podendo contribuir para a proteção do meio ambiente e melhoria das condições de vida nas cidades. Leia aqui o Protocolo Ambiental da Construção Civil Sustentável

25 de setembro de 2008

Comunicação da sustentabilidade ou greenwashing?

Atualmente, é muito comum encontrarmos propagandas ou publicidades de empresas em jornais, revistas e na televisão, abordando o tema da sustentabilidade. Devido ao crescente uso do tema, está surgindo um debate sobre a qualidade das informações veiculadas nessas comunicações corporativas. Uma empresa que apresente benefícios ambientais ou socioambientais inexistentes ou inadequados em uma campanha publicitária, por exemplo, está sendo rotulada hoje de praticar o “greenwashing”. Esse termo em inglês é traduzido como “maquiagem verde”, representando algo usado para mascarar uma realidade não muito sustentável. E como as empresas podem evitar serem rotuladas por greenwashing? Sugerimos que elas fiquem atentas ao conteúdo de suas campanhas publicitárias e que tomem alguns cuidados. Aquelas empresas que queiram saber mais como evitar o greenwashing, podem seguir as orientações de guias que foram lançados recentemente. Existem pelo menos três documentos que explicam como se caracteriza o greenwashing e trazem recomendações práticas do que não se deve fazer ou comunicar a fim de evitá-lo. Faça o download aqui: The Greenwash Guide - Futerra Sustainability Communications The 6 Sins of Greenwashing - TerraChoice Eco-promising: Communicating the environmental credentials of your products and services - Forum for the Future and Business for Social Responsibility

15 de setembro de 2008

Grandes empresas perdem a oportunidade de envolverem seus públicos de interesse

Essa é uma das conclusões de um recém-lançado relatório que avaliou a transparência dos relatórios de sustentabilidade das 50 maiores empresas americanas, segundo a lista da revista Fortune. De acordo com o relatório Measuring the Transparency of Environmental Sustainability Reporting Through Websites of Fortune 50 Corporations a maioria das empresas utiliza a internet para divulgar informações quanto ao seu desempenho socioambiental, mas poucas delas se utilizam do potencial interativo da internet para envolver seus stakeholders e serem transparentes na divulgação de suas informações. O relatório produzido por pesquisadores da Brigham Young University e da KDPaine and Partners avaliou quatro fatores em cada empresa: a participação de stakeholders na decisão de quais informações devem ser divulgadas; a utilidade das informações prestadas; o quanto essas informações possam representar o desempenho da empresa e a disponibilidade freqüente de informações de fácil compreensão. Os pesquisadores planejam expandir nos próximos meses a análise para as 500 maiores empresas americanas. Acesse o relatório

26 de agosto de 2008

Empreendimentos imobiliários: Caixa lança diretrizes para minimizar riscos

A Caixa Econômica Federal (CEF), em parceria com a Agência Alemã de Cooperação Técnica (GTZ) e o Ministério do Meio Ambiente, lançaram ontem o Guia Avaliação Ambiental de Terrenos com Potencial de Contaminação (Guia). A publicação do Guia foi feita no âmbito do projeto Revitalização de Áreas Urbanas Degradadas por Contaminação – REVITA que visa a estabelecer diretrizes para gerenciar os riscos inerentes à ocupação de terrenos potencialmente contaminados. Sendo responsável pela implantação dos principais programas do governo federal para habitação de interesse social, saneamento ambiental e infra-estrutura urbana, a CEF tem especial interesse em viabilizar a re-ocupação de imóveis vazios ou subutilizados (edificações e instalações fabris, galpões, depósitos e terrenos) que, embora com boas características de localização e disponibilidade de serviços públicos, encontram restrições para reutilização devido a potencial presença de contaminações. A metodologia apresentada no Guia emprega instrumentos simples e ilustrativos de identificação do potencial de contaminação no terreno e no seu entorno. Em fase de teste nas cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro, a CEF irá utilizar o Guia em seus negócios de habitação e de fomento ao desenvolvimento urbano e ambiental e está incentivando seus parceiros a conhecê-lo e também utilizá-lo. Consideramos o lançamento do Guia uma iniciativa importante da CEF no sentido de identificar os passivos ambientais em imóveis e poder recuperá-los para novos usos, bem como de minimizar os riscos operacionais e financeiros de empreendimentos imobiliários em áreas que apresentam indícios de contaminação. Acesse aqui o Guia. Acesse aqui a relação de áreas contaminadas da CETESB.

15 de agosto de 2008

Clima: Embrapa adverte para prejuízos no setor agrícola brasileiro

A Embrapa lança hoje o livro “Mudanças Climáticas: impactos sobre doenças de plantas no Brasil”, que trata da vulnerabilidade da agricultura frente às alterações do clima e conclui que os prejuízos no setor podem chegar a R$ 7,4 bi em 2020 e alcançar R$ 14 bilhões em 2070. Essas estimativas são baseadas em dois cenários climáticos: um pessimista prevê alta de 2°C a 5,4°C, o outro otimista prevê alta de 1,4°C a 3,8°C - que também traria mudanças climáticas significativas. A perda de produção agrícola poderá ser bastante significativa em algumas regiões, com conseqüências graves para a segurança alimentar, principalmente no Nordeste. Nove culturas foram avaliadas - algodão, arroz, café, cana-de-açúcar, feijão, girassol, mandioca, milho e soja -, sendo que somente duas serão beneficiadas pelo aquecimento global: cana e mandioca. Todas as demais sofrerão com a perda de áreas propícias para cultivo e aumento do custo de produção. A soja será a cultura mais afetada, sendo responsável de cerca de 50% dos prejuízos calculados para 2020 e 2070. Por outro lado, a cana será a cultura mais beneficiada, devendo ocupar o espaço da soja e dobrar sua área de plantio. Semelhante a outros estudos que comentamos aqui no blog, este da Embrapa é mais um alerta sobre os efeitos das mudanças climáticas nos negócios. Recomendamos a leitura do livro a empresas e aos bancos que as financiam no sentido de, desde já, buscarem soluções para enfrentar e minimizar os impactos das alterações do clima em suas atividades. O livro será lançado hoje, às 19h30, no Café Universitário, durante a programação da 20ª Bienal de São Paulo.