Negócios Sustentáveis

Desordem climática pode gerar desordem global, afirma Eduardo Viola

Aconteceu na semana passada mais um seminário a respeito do tema “O Desenvolvimento Sustentável nas Relações Internacionais”, que é promovido pelo Instituto de Relações Internacionais da Universidade de São Paulo (IRI/USP). Nesse mais recente seminário o convidado especial foi Eduardo Viola, professor da Universidade de Brasília, que procurou explicar como e por que a crise climática altera profundamente a configuração e a dinâmica das relações internacionais.

‘Time for a sustainable world is running out’ says Maurice Strong in his visit to Brazil

Maurice Strong, former under-secretary general of the United Nations and the first executive director of the United Nations Environment Programme - UNEP (1972), returns to Brazil. Earlier this year for Rio+20 he contributed to a book by Felix Dodds and Michael Strauss 'Only One Earth - the Long Road via Rio to Sustainable Development' which reviewed the last forty years and the challenges for the future. Mr. Strong is presently advisor to the Chinese government for sustainable development.

Estudo do Idec avalia bancos por práticas de responsabilidade socioambiental

O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor – Idec acaba de divulgar a nova edição do Guia de Bancos Responsáveis – GBR, cujo objetivo é promover a responsabilidade socioambiental dos bancos com apoio e mobilização dos consumidores. Essa segunda edição do GBR aponta para a necessidade dos bancos darem maior abertura de informações a respeito dos resultados alcançados pelas políticas socioambientais, que afirmam praticarem na realização de seus negócios, no relacionamento com seus clientes e funcionários.

Bancos abrem consulta pública para revisão dos Princípios do Equador

A Associação de bancos signatários dos Princípios do Equador divulgou hoje uma nova minuta relativa à revisão dos Princípios do Equador (PE III). Essa nova minuta está agora aberta à consulta pública. Os PE são um conjunto de diretrizes para avaliação de riscos sociais e ambientais nas operações financeiras realizadas pelos bancos para financiamento de projetos (project finance). Atualmente há 77 bancos signatários dos PE ao redor do mundo, que respondem por praticamente 100% do mercado global de project finance. É inegável a relevância adquirida pela gestão dos riscos socioambientais nas instituições financeiras a partir do lançamento dos PE em junho de 2003.

Banco Central obrigará instituições financeiras a estabelecer política socioambiental

O Banco Central do Brasil - Bacen colocou em audiência pública duas novas resoluções. Uma dispõe sobre a responsabilidade socioambiental das instituições financeiras. A outra dispõe sobre a elaboração e a divulgação de relatório de responsabilidade socioambiental.

São conhecidas as diretrizes voluntárias de âmbito internacional que o setor financeiro brasileiro adota no sentido de incorporar as questões socioambientais aos seus diferentes segmentos de negócios. Entre essas diretrizes há para a atividade de financiamento de projetos os Princípios do Equador (Equator Principles), os Princípios para o Investimento Responsável (Principles for Responsible Investment - PRI), aplicados na gestão de recursos e fundos de investimentos, e os recém-lançados Princípios para Sustentabilidade nos Seguros (Principles for Sustainable Insurance – PSI). Em âmbito nacional, existem o Protocolo Verde dos bancos públicos federais e o Protocolo Verde da Febraban, cujas diretrizes abrangem diferentes segmentos de negócios.

PSI: diretrizes de sustentabilidade nos negócios chegam ao setor segurador

Semana passada, durante a realização da Conferência Rio+20, 27 empresas seguradoras de diversos países, entre as quais 4 brasileiras, lançaram os Principles for Sustainable Insurance – PSI (Princípios para Sustentabilidade em Seguros). Essas seguradoras detêm conjuntamente US$ 5 trilhões em ativos e representam cerca de 10% do volume mundial de prêmios. A iniciativa de criação dos PSI é da United Nations por Environment Programme – Finance Initiative - UNEP-FI (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente – Iniciativa Financeira).

Livro Desenvolvimento Sustentável 2012-2050: Visão, Rumos e Contradições terá evento de lançamento durante a Rio+20



A partir da esquerda os coautores do livro: Carlos Eduardo Lessa Brandão, Victorio Mattarozzi, Fernando Almeida, Samyra Crespo, Achim Steiner e Jorge Soto no evento de lançamento do livro realizado no dia 15/06 durante a Rio+20.


Fernando Almeida é o organizador do livro e autor do Capítulo Estadista corporativo: um líder para a sustentabilidade.

Victorio Mattarozzi é o autor do Capítulo Os desafios do setor financeiro no caminho do desenvolvimento sustentável.

Conheça mais sobre o livro e seus autores no post publicado anteriormente.

Fernando Almeida (dir.) e Victorio Mattarozzi no evento de lançamento do livro em São Paulo.

Livro Desenvolvimento Sustentável 2012-2050: especialistas propõem um novo padrão de governança empresarial

Por ocasião da realização da Rio+20 será lançado o livro Desenvolvimento Sustentável 2012-2050: Visão, Rumos e Contradições. Esse livro apresenta as mais diversificadas, e em alguns casos inéditas, interseções entre os temas em torno da sustentabilidade, sejam corporativos ou sociais, abordando aspectos como gestão da inovação, risco e governança, reputação e educação, entre outros.

Fernando Almeida, organizador e um dos autores do livro, destaca: “o objetivo do livro é discutir em profundidade o que ocorreu desde 1992 – quando foi realizada no Rio de Janeiro a II Conferência das Nações Unidas para Desenvolvimento e Meio Ambiente, a Rio 92 – e formular uma visão da evolução da sustentabilidade nas próximas décadas com uma abordagem ampla, que cobre desde a visão global até os aspectos nacionais e locais dos assuntos apresentados”.

O livro tem apresentação do ex-Ministro da Fazenda Pedro Malan e Prefácio de André Lago, embaixador e representante do Governo Brasileiro para a Rio+20. Procurando incorporar a sensibilidade e a cultura dos diferentes grupos de interesse no assunto, o livro reúne autores do universo acadêmico, do setor produtivo, do mundo político e das organizações não governamentais, cujos nomes e temas dos capítulos são:
  • Economia em transição - José Eli da Veiga
  • Caminhando e conversando: stakeholders, juntos, a caminho de uma Economia Verde - Ernst Ligteringen
  • Uma inovação sustentável - Marcos Bicudo
  • Os desafios do setor financeiro no caminho do desenvolvimento sustentável - Victorio Mattarozzi
  • Da comunicação sustentável à sustentabilidade da comunicação - Agostinho Vieira
  • Enfrentando o desafio da produção e do consumo sustentáveis: uma visão a partir das políticas governamentais recentes - Samyra Crespo
  • A economia dos ecossistemas e da biodiversidade - Achim Steiner
  • Educação de lideranças para a sustentabilidade - Emerson de Almeida, Maria Raquel Grassi F. Marques e Poliana Reis Abreu
  • Estadista corporativo: um líder para a sustentabilidade - Fernando Almeida
  • Governança corporativa no contexto da sustentabilidade - Carlos Eduardo Lessa Brandão
  • Reputação corporativa e sustentabilidade: os caminhos para a organização do futuro - Ana Luisa de Castro Almeida
  • Transporte sustentável no século urbano - Jonathan Lash, Luis Antonio Lindau e Jacob Koch
  • Construção sustentável: mitos, desafios e oportunidades - Vanderley M. John e Vahan Agopyan
  • A química sustentável: desafios, dilemas e perspectivas - Jorge Soto
  • Como a raça verde sustentará o mundo em 2050? - Björn Stigson
A respeito do livro, Fernando Almeida acrescenta: “tenho a firme convicção de que, pela qualidade de seus autores, a força e a criatividade de suas ideias, o livro terá vida longa; e de que as reflexões apresentadas nos diferentes capítulos serão intensamente discutidas e difundidas nos anos que se seguirão à Rio+20”.

Os eventos de lançamento do livro Desenvolvimento Sustentável 2012-2050: Visão, Rumos e Contradições (Elsevier Editora) ocorrerão nos dias: 5 de junho em São Paulo – Livraria Saraiva do Shopping Higienópolis; e 15 de junho no Rio de Janeiro – Livraria da Travessa do Shopping Leblon.

Capital Natural: à espera dos bancos brasileiros

Em mais uma iniciativa visando a incorporar as questões ambientais aos negócios, 20 instituições financeiras assinaram ontem em Washington a Declaração do Capital Natural, que busca mostrar a preocupação do setor financeiro com o meio ambiente às vésperas da realização da Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável - Rio+20. O Capital Natural incorpora todos os ativos naturais do planeta (solo, ar, água, flora e fauna) e todos os serviços providos por tais ativos, que tornam possível a existência de vida humana. Entre os signatários da Declaração estão: a International Financial Corporation – IFC, subsidiária do Banco Mundial para o setor privado, e instituições financeiras da Holanda, África do Sul, México, Estados Unidos e Inglaterra.

Exploração do pré-sal: falta informação e debate mais profundo

Semana passada, justamente quando ocorria a divulgação de um segundo vazamento de petróleo na bacia de Campos, a Fundação Armando Álvares Penteado – FAAP realizou a Conferência Internacional do Petróleo.

Conferência foi presidida pelo prof. José Goldemberg. Os painéis foram coordenados pelo prof. Francisco Paletta, da faculdade de engenharia da FAAP, e tiveram a participação de relevantes especialistas brasileiros e internacionais. O que mais se ouviu da maioria deles diz respeito à falta de transparência da Agência Nacional de Petróleo – ANP e da Petrobras na divulgação de informações, o que tem impedido um debate mais profundo pela sociedade brasileira sobre a exploração pré-sal.

Bancos chineses têm novas regras socioambientais

A Comissão Reguladora dos Bancos da China (The China Banking Regulatory Commission - CBRC) acaba de introduzir novas regras para o setor bancário visando a promover melhores práticas de sustentabilidade nos negócios. A partir de agora, os bancos chineses deverão cortar os empréstimos para indústrias altamente poluidoras e consumidoras de energia e passar a privilegiar o financiamento de indústrias e projetos da chamada economia verde.

Índice de Sustentabilidade Empresarial inova, mas restam desafios

A partir do pregão do dia 02/01 entrou em vigor a nova carteira de ações do Índice de Sustentabilidade Empresarial – ISE da BM&FBovespa. É a sétima carteira desse Índice, que foi lançado pela bolsa em novembro de 2005.  A nova carteira reúne 51 ações de 38 companhias de 18 setores de atividades.

BM&FBovespa adota o modelo “Relate ou Explique”

Em mais uma iniciativa no sentido de promover boas práticas de gestão da sustentabilidade nos negócios, a BM&FBovespa anunciou recentemente que passa a adotar o modelo “relate ou explique”para os relatórios de sustentabilidade das empresas com ações negociadas na bolsa.