Participamos na semana passada da série Diálogos Itaú de Sustentabilidade, cujo tema foi “a imagem do Brasil no exterior”. Foram escolhidos dois setores-chave para a economia do país como exemplo para discutir o seu posicionamento internacional: a cadeia produtiva da soja e o setor sucroenergético.
Silio Boccanera, correspondente da imprensa brasileira no exterior, fez uma introdução falando sobre a melhora que houve na imagem do país após o fim da ditadura. No entanto, apontou uma visão, comum a diversos países, do Brasil como um país que não se preocupa com o meio ambiente – opinião esta agravada ultimamente com a publicação do relatório do Greenpeace sobre o desmatamento na Amazônia para criação de gado. Na opinião do jornalista “só com políticas públicas e melhora no fluxo de informações seremos capazes de reverter a fama de devastadores da Amazônia”, sob pena de evitar prejuízos para a imagem do país e para a atividade econômica, com destaque para o setor do agronegócio exportador.
Em seguida, Marcos Jank, presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) e Fábio Trigueirinho, secretário-geral da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), apresentaram as principais iniciativas de seus respectivos setores visando a tornar o agronegócio mais sustentável. Ambos destacaram dois pontos centrais semelhantes: a necessidade de coibir o desmatamento da floresta amazônica e de melhorar as condições de trabalho.
O representante da Abiove afirmou que a chamada "moratória da soja" foi um aprendizado de sucesso para a cadeia produtiva da soja. De acordo com ele, a preocupação com a repercussão internacional da denúncia de que o plantio da soja causa o desmatamento na Amazônia, foi o ponto de partida para que ONGs, agricultores e fabricantes de óleos vegetais iniciassem um processo de diálogo. Isso resultou na decisão da Abiove de não comprar soja dos produtores que derrubam a floresta para plantar.
Com relação ao setor sucroenergético, o presidente da Unica destacou o compromisso assumido com o governo do estado de São Paulo de aderir ao Protocolo Agroambiental do Setor Sucroalcooleiro, pelo qual o setor se compromete com a proteção das matas, conservação dos recursos hídricos e mecanização da produção com requalificação dos trabalhadores que perderem seu emprego por conta do processo.
As iniciativas apresentadas pela Abiove e pela Unica são exemplos de que é possível desenvolver o agronegócio com preservação e conservação do meio ambiente. Em ambos os casos, porém, é necessário que os programas sejam ampliados para os demais biomas, como o Cerrado, não se restringindo apenas à Amazônia. Medidas como essa seriam fundamentais para evitar a possível imposição de barreiras comerciais internacionais.
(Gabriela Amorozo colaborou neste post)
Meio ambiente e agronegócio: evento discute a imagem do Brasil no exterior
Postado por Victorio e Cássio em 16.7.09 0 comentários
Nosso blog já está entre os 100 mais votados ao Prêmio TOPBLOG - categoria sustentabilidade!
Postado por Victorio e Cássio em 2.7.09 0 comentários
Investidores lançam iniciativa para combater o desmatamento
No dia 15 de junho, doze investidores institucionais, com o apoio do governo britânico, lançaram a iniciativa Forest Footprint Disclosure Project (FFDP). Seguindo a linha do Carbon Disclosure Project (CDP), o qual integra o seu comitê de direção, o FFDP enviará um questionário a uma série de empresas tratando do uso de commodities agrícolas provenientes de áreas desmatadas por elas e pelos seus fornecedores.
Dentre essas commodities encontram-se a soja, madeira, óleo de palma, carne e bio-combustíveis. O processo permite às empresas avaliar a contribuição – direta ou indireta – de seus negócios no desmatamento de florestas tropicais no mundo, assim como identificar onde e como minimizar ou eliminar essa contribuição. Para os investidores, por outro lado, possibilita a identificação de negócios sustentáveis no longo prazo para que possam, assim, se proteger dos riscos legais, ambientais e de reputação associados ao financiamento e investimento de empreendimentos envolvidos com desmatamento. Os resultados do questionário devem fornecer mais uma visão de processos do que indicadores quantitativos e, assim como no CDP, o FFDP elaborará um relatório baseado nas respostas recebidas. O primeiro relatório deverá ser publicado em janeiro de 2010.
A iniciativa do FFDP aparece em momento oportuno no contexto atual brasileiro, com a publicação recente do relatório do Greenpeace “A farra do boi na Amazônia” e a ação, movida pelo Ministério Público do Pará, denunciando grandes frigoríficos e pecuaristas por estarem envolvidos com desmatamento da floresta amazônica. A partir daí, grandes redes de supermercado suspenderam a compra de carne desses frigoríficos e a International Finance Corporation (IFC) antecipou o vencimento do contrato de financiamento com o frigorífico Bertin.
Na nossa opinião o FFDP é uma iniciativa interessante para o engajamento das empresas e dos investidores na redução do desmatamento, à medida em que considera toda a cadeia produtiva. Esperamos que receba elevado nível de adesão, assim como o CDP. Ao aderirem ao FFDP, as empresas podem ficar melhor preparadas e antecipar a busca de soluções de combate ao desmatamento e ao aquecimento global, que proximamente poderão ser objeto de regulamentações locais e internacionais.
Acesse o site do Forest Footprint Disclosure Project (FFDP)
(Gabriela Amorozo colaborou neste post)
Postado por Victorio e Cássio em 25.6.09 0 comentários
Critérios para seleção de empresas do ISE são revistos
Participamos nessa semana também da audiência pública do processo anual de revisão do questionário do Índice de Sustentabilidade Empresarial da Bovespa (ISE). Este índice tem por objetivo refletir o retorno de uma carteira de ações de empresas com reconhecido comprometimento com a sustentabilidade empresarial e também atuar como promotor das boas práticas.. A seleção da carteira é feita anualmente por meio das respostas das empresas ao questionário, sendo que uma nova carteira entra em vigor em 1° de dezembro de cada ano.
Dentre as principais alterações propostas ao questionário que foram debatidas no evento, destacamos:
- Na Dimensão Ambiental do questionário, a inclusão de questões relacionadas a ações de melhoria do desempenho ambiental na cadeia de suprimentos e de fornecedores, assim como do uso da certificação SA 8000;
- Na Dimensão Social, novas questões sobre acessibilidade seguindo a norma NBR 9050/ABNT – tanto na infra-estrutura para funcionários quanto para clientes;
- Na Dimensão Econômico-Financeira, a inclusão de questão referente à preparação de demonstrações financeiras em moeda constante. A justificativa é de que uma empresa que está comprometida com a sustentabilidade do seu negócio deve poder avaliar e comparar a geração de valor econômico ao longo do tempo, sem a influência da inflação;
- Na Dimensão Natureza do Produto, foi bastante discutida a tentativa de ampliar a abrangência da pergunta referente a produtos que contribuem para o agravamento do aquecimento global. Ela passaria a considerar outros setores além do de produção e comercialização de combustíveis fósseis e seus derivados, como também atividades que se baseiam ou dependem do uso intensivo desses combustíveis e aquelas que implicam em alterações no uso do solo. No entanto, não foi atingido um consenso para a redação dessa pergunta, uma vez que o escopo dessa questão deve ser o impacto da utilização do produto e não do seu processo produtivo (o qual já é contemplado na Dimensão Ambiental).
Ressaltamos a importância da participação das empresas e da sociedade no processo de revisão dos critérios de seleção do ISE. A incorporação da sustentabilidade nos negócios é um processo constante e que, portanto, requer essa revisão permanente do questionário. Neste ano, foi mínima a participação de organizações da sociedade civil na audiência pública. Ainda há tempo para envio de sugestões e críticas pela internet até o dia 25 de junho.
Participe da consulta pública on-line do questionário do ISE
Saiba mais sobre o ISE da Bovespa
(Gabriela Amorozo colaborou neste post)
Postado por Victorio e Cássio em 18.6.09 0 comentários
Evento da GRI aborda tendências nos relatórios de sustentabilidade
Participamos nesta semana da reunião dos stakeholders organizacionais brasileiros da Global Reporting Initiative – GRI, organização internacional dedicada ao desenvolvimento de diretrizes para a elaboração de relatórios de sustentabilidade pelas empresas. O encontro teve por objetivo apresentar à comunidade GRI no Brasil as mais recentes tendências a respeito do conteúdo desses relatórios.
Ernst Ligteringen, principal executivo da GRI, destacou que o crescimento populacional traz grandes desafios às empresas: “no ano 2050 haverá necessidade de 6 vezes mais recursos naturais para dar conta do crescimento da população e da quantidade de consumidores no mundo. Como ficará o planeta? Que tipo de economia estamos reinventando no pós-crise?” Ligteringen afirmou que é fundamental as empresas refletirem sobre isso e desenvolverem uma estratégia de sustentabilidade para enfrentar esses desafios. Especificamente sobre as diretrizes para elaboração de relatórios de sustentabilidade, ele disse que a GRI está focando no aprimoramento dos seguintes temas: conteúdo e materialidade das informações, direitos humanos, cadeia de fornecedores, gênero (igualdade de oportunidades) e indicadores para avaliar os impactos das empresas nas comunidades.
O ponto de vista comum dos debatedores convidados para o encontro, com o qual compartilhamos, foi que as empresas precisam perceber que os relatórios, elaborados com base na GRI, são uma ferramenta de gestão e monitoramento de suas metas de sustentabilidade e de questionamento de suas culturas empresariais. Não se pode perder de vista, contudo, que as questões de sustentabilidade devem fazer parte do dia-a-dia dos gestores das empresas.
Saiba mais sobre a GRI aqui.
Postado por Victorio e Cássio em 18.6.09 0 comentários
Triodos ganha o prêmio de banco sustentável do ano
O banco Triodos acaba de ganhar o prestigiado prêmio de banco sustentável do ano concedido pela International Finance Corporation – IFC e o jornal Financial Times – FT. É a primeira vez que uma instituição financeira, que já nasceu com a estratégia de sustentabilidade nos negócios, ganha esse prêmio.
Para nós, coordenadores deste blog, é motivo de satisfação recebermos esta notícia de premiação do banco Triodos. Foi justamente por entendermos que o modelo do Triodos pudesse servir de inspiração para o setor financeiro, que escrevemos o livro “Sustentabilidade dos Negócios no Setor Financeiro: Um caso prático”, lançado em março de 2008, onde apresentamos justamente o caso de sucesso do Triodos.
Com crescimento médio anual de 20% nos últimos 10 anos, 25% em 2008, e ativos de 3,7 bilhões de euros, o banco Triodos demonstra que seu modelo de negócio, radicalmente diferente, funciona, não é um nicho de mercado, nem uma butique ou um modelo para o futuro, segundo afirmaram os representantes da IFC e do FT membros da comissão julgadora do prêmio. Em meio à crise econômico-financeira eles destacaram a relevância de premiar o banco Triodos, afirmando que “este é o ano para demonstrar que precisamos de um novo modelo de negócio.”
Peter Blom, presidente do Triodos, afirmou: “nós desejamos contribuir para a construção de um sistema financeiro sustentável e pensamos que o nosso modelo de banco irá inspirar profundas mudanças no setor financeiro.” Fundado em 1980 na Holanda, o banco Triodos lançou nesse país os primeiros fundos com caráter “ambiental” e “cultural”. O banco possui 200 mil clientes e investe em mais de 9,5 mil projetos ao redor do mundo com objetivo de ampliar o mercado de serviços financeiros sustentáveis.
Saiba mais sobre o livro “Sustentabilidade dos Negócios no Setor Financeiro: Um caso prático”
Postado por Victorio e Cássio em 12.6.09 0 comentários
Evento com Peter Senge discute a sustentabilidade no contexto das mudanças climáticas
Participamos nesta semana do evento promovido pelo Grupo Santander Brasil – Encontro de Sustentabilidade com Peter Senge – cientista do MIT e autor do livro “A quinta disciplina”.
Em sua fala Senge destacou a perda de significado do termo “sustentabilidade”, devido à banalização de seu uso. Fez uma ampla apresentação sobre mudanças climáticas, traçando o panorama atual, suas possibilidades e alternativas, enfatizando a urgência da necessidade de alteração nos padrões de consumo e na redução das emissões de gases de efeito estufa (GEE). Além disso, apontou a retirada de GEEs da atmosfera como ponto fundamental para uma política efetiva contra mudanças climáticas e colocou a liderança – não com relação a postos de comando, mas no sentido das pessoas se tornarem proativas frente à questão ambiental – como ferramenta-chave para uma efetiva mudança global.
Peter Senge exibiu o vídeo “The girl effect”, produzido pela Nike Foundation, e a partir dele abriu um diálogo com o público, colocando pontos de reflexão acerca do modo como vivemos. Apresentou também casos práticos do relacionamento entre grandes empresas e organizações de proteção ambiental. Nesse sentido, Senge colocou três pontos importantes para a construção de negócios e comunidades sustentáveis:
- O uso da criatividade ao invés de somente reagir para a solução de problemas;
- A colaboração através de fronteiras, para que o movimento seja global e dele participem entidades e organizações de todos os setores;
- A visão sistêmica, que é a percepção dos problemas como sintomas, interfaces de um grande sistema onde todos os seus componentes se relacionam e influenciam uns aos outros.
Por fim, ele se posicionou em relação ao conceito de sustentabilidade, colocando uma visão da qual compartilhamos: “sustentabilidade é a preocupação ambiental com uma nova embalagem", a não ser que seja incluído o bem-estar social nas estratégias empresariais."
(Gabriela Amorozo colaborou neste post)
Postado por Victorio e Cássio em 6.6.09 0 comentários
Curso aberto: Sustentabilidade no Setor Financeiro
Postado por Victorio e Cássio em 22.5.09 0 comentários
Evento da Febraban discute sustentabilidade no setor financeiro
Participamos ontem do Café com Sustentabilidade, evento organizado pela Febraban para promover a reflexão e disseminar o conceito de sustentabilidade no âmbito do setor financeiro. A 13ª. edição do evento abordou a adesão das instituições financeiras a pactos e acordos voluntários, que estabelecem diretrizes socioambientais aplicadas aos negócios.
Com base na experiência da criação do Pacto Empresarial pela Integridade e Contra a Corrupção e do Pacto Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo, ambos lançados pelo Instituto Ethos, Caio Magri apresentou 10 passos para a elaboração de um pacto:
1) Haver um processo da denúncia de responsabilidades das partes envolvidas em relação a determinada questão (trabalhos escravo, por exemplo);
2) Estimular por meio da mídia uma provocação pública entre os principais atores envolvidos na questão;
3) Promover a discussão da questão por meio de seminários, oficinas, debates, etc;
4) Formular coletivamente os conteúdos que serão objeto do pacto;
5) Promover uma consulta pública envolvendo todas as partes interessadas para aperfeiçoar os conteúdos;
6) Obter a adesão pioneira ao pacto para que haja exemplo e indução para mais adesões;
7) Promover o lançamento da iniciativa/pacto;
8) Acompanhar o pós-lançamento do pacto e o cumprimento dos compromissos assumidos;
9) Criar mecanismos como, por exemplo, grupos de trabalho, para regularmente atualizar o pacto;
10) Sistematizar e difundir as boas práticas decorrentes da aplicação do pacto.
Magri complementou sua apresentação, afirmando que “pactos precisam ter códigos de conduta com regras claras e transparentes, tais como regular a entrada e a saída de participantes do pacto”.
Por sua vez, Clarissa Lins, da Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável (FBDS), em sua apresentação destacou os pactos e acordos adotados por bancos brasileiros, destacando o avanço na adoção de diretrizes socioambientais no processo de decisão de crédito, a partir da adesão dessas instituições aos Princípios do Equador.
O ponto de convergência das discussões do evento, com o qual compartilhamos, foi o da necessidade das instituições financeiras informarem com maior transparência aos seus públicos de interesse sobre a implantação e os resultados decorrentes dos pactos e acordos dos quais são signatárias. A esse respeito, inclui-se o recém-lançado Protocolo Verde da Febraban, acordo voluntário que estabelece diretrizes mínimas socioambientais para os bancos, já adotado por algumas instituições.
Saiba mais sobre o Protocolo Verde da Febraban aqui
Saiba mais sobre os Princípios do Equador aqui
Conheça os pactos lançados pelo Instituto Ethos aqui
Postado por Victorio e Cássio em 21.5.09 0 comentários
Normas AA1000: empresas ressaltam a relevância do diálogo com stakeholders
Participamos na semana passada do evento de lançamento pela Accountability da versão em português das normas AA1000 Assurance Standard e AA1000 Accountability Standard Principles, respectivamente, AA1000AS e AA1000ASP, onde foi discutida a importância estratégica do engajamento das empresas com seus públicos de interesse (stakeholders).
A norma AA1000AS foi desenvolvida para garantir a credibilidade e a qualidade do desempenho em sustentabilidade e da elaboração de relatórios de sustentabilidade pelas empresas. Por meio da utilização dessa norma, as entidades que realizam o trabalho de verificação dos relatórios de sustentabilidade podem assegurar se são críveis as informações prestadas pelas empresas aos seus stakeholders, tais como sobre as emissões de gases do efeito estufa e a gestão do sistema ambiental.
A norma AA1000ASP complementa a norma AA1000AS, ao trazer três princípios que devem ser considerados no processo de engajamento das empresas com seus públicos de interesse: o Princípio Fundamental da Inclusão - relacionado à participação dos stakeholders no desenvolvimento da estratégia de sustentabilidade da empresa; o Princípio da Relevância - determinação do que é importante, ou material, para os públicos de interesse e para a empresa; e o Princípio da Capacidade de Resposta - como a empresa comunica o que é feito e o que ela faz em resposta às preocupações dos seus públicos de interesse em relação à sustentabilidade.
Daniel Waistell da AccountAbility afirmou que as normas AA1000, “são uma ferramenta de gestão, e não a resposta para o diálogo com os stakeholders”. Sobre isso, os representantes das empresas presentes ao evento apontam o aumento da credibilidade e a facilitação do diálogo com seus públicos de interesse como benefícios da aplicação dessas normas.
O engajamento com públicos de interesse não é um processo de diálogo comum e, como apontou Ricardo Young do Instituto Ethos, “empresas que praticam o engajamento com stakeholders não são necessariamente sustentáveis.” Ainda segundo ele, “há necessidade das empresas desenvolverem diálogos de confiança com seus públicos de interesse, por meio de processo humilde e cooperativo – ao invés da arrogância e competitividade, ainda comuns no ambiente empresarial.” Marcos Vaz, da Natura, disse ser necessário que as empresas estejam preparadas para “perguntar aos seus stakeholders e ouvir suas respostas – não necessariamente aquelas que gostariam”. Um ponto comum entre os painelistas do evento foi de que o engajamento com stakeholders trata-se de um processo de mudança cultural, que deve ser continuamente internalizado nas empresas.
As normas AA1000 – revisadas em 2008 e agora disponíveis em português – apresentam-se, portanto, como ferramentas de gestão para esse processo de diálogo das empresas com seus stakeholders. Concordamos com o ponto comum dos painelistas de que esse processo envolve uma mudança cultural por parte das empresas e que deve ser transparente e genuíno onde, segundo Sonia Favaretto do Itaú Unibanco, “é preciso saber que valor agrega e que valor se tira desse processo.”
(Gabriela Amorozo colaborou neste post)
A Accountability é uma organização que trabalha com empresas, governos e entidades da sociedade civil para desenvolver práticas empresariais responsáveis.
Saiba mais sobre a Accountability e as Normas AA1000 aqui.
Postado por Victorio e Cássio em 9.5.09 0 comentários
Evento discute sustentabilidade na área de TI
Participamos na semana passada da série “Diálogos Itaú de Sustentabilidade”, cujo tema foi Tecnologia da Informação (TI) “verde”. Aerton Paiva, da Apel Consultoria, fez uma introdução sobre sustentabilidade nos negócios e a necessidade de sua aplicação ao mercado de TI – não somente no hardware como também no software. Como pontos fundamentais, destacou a necessidade, em caráter de urgência, da definição de critérios e metas de desempenho ambiental e seu respectivo monitoramento, aspecto esse que considera imprescindível para o avanço de sistemas de informação mais sustentáveis.
Em seguida, foram apresentados dois casos: da IBM e da Itautec. Ganhos de eficiência no consumo de energia é a principal linha de ação em comum entre ambas as empresas no sentido de reduzir a pegada ecológica de suas atividades. A Itautec apresentou suas iniciativas relacionadas ao descarte e reciclagem pós consumo e a fabricação de produtos livre de metais pesados. Com relação à eliminação de insumos tóxicos, a empresa informou que está utilizando as normais internacionais RoHS (Restriction on Hazardous Substances) e Lead Free (ausência de chumbo), bem como a norma Weee (Waste Electrical and Electronic Equipment) para a reciclagem de produtos ao fim de sua vida útil.
Buscando reduzir o consumo de recursos naturais e prepararem-se para uma economia que caminha na direção da baixa emissão de carbono, as empresas deveriam reforçar suas diretrizes de sustentabilidade em toda a cadeia da infraestrutura de TI.
(Gabriela Amorozo colaborou neste post)
Postado por Victorio e Cássio em 7.5.09 0 comentários
Itaú Unibanco reforça estratégia de sustentabilidade
Participamos ontem da apresentação da estrutura da nova Governança de Sustentabilidade do Itaú Unibanco e da sua recém-consolidada Política de Sustentabilidade. Nesse evento foi divulgado também o Relatório Anual de Sustentabilidade 2008, já unificando os dois bancos.
A nova Política de Sustentabilidade, que orientará as Políticas Corporativas e Setoriais atuais e futuras, abrange os tópicos de condutas de atuação relacionadas à gestão da organização, desenvolvimento de produtos e serviços, relacionamentos com público interno, fornecedores, clientes e a sociedade e o meio ambiente.
A Governança de Sustentabilidade tem como principal característica a transversalidade, permeando todos os níveis da instituição através de quatro instâncias (dois comitês e duas comissões), além de contar com grupos de trabalho específicos e líderes de sustentabilidade. Esta estrutura envolve cerca de 70 executivos que, de acordo com Roberto Setúbal, presidente da instituição, “têm o desafio de incluir a sustentabilidade na condução direta dos negócios, com a visão diária das oportunidades, riscos e necessidades dos públicos de relacionamento”.
O Relatório Anual de Sustentabilidade 2008, publicado com o selo “A+ Checked” da Global Reporting Initiative - GRI (a mais alta avaliação que um relatório pode receber), traz a maioria das informações e indicadores GRI dos dois bancos de maneira unificada, em diferentes formas de apresentação: impresso, online e o inovador formato de audiobook.
O evento contou ainda com a apresentação de Glaucia Terreo, representante da Global Reporting Initiative do Brasil, sobre o trabalho dessa ONG no sentido de difundir entre as empresas a elaboração de relatórios de sustentabilidade como uma ferramenta de gestão econômica, social e ambiental. O crescente número de empresas brasileiras que elaboram relatórios de sustentabilidade de acordo com as diretrizes da GRI, motivou a realização da próxima conferência da GRI no Brasil, que pela primeira vez será realizada fora de sua sede em Amsterdan – Holanda.
Nesse momento de crise econômica é oportuno que as empresas reforcem suas estratégias de sustentabilidade tendo em mente a perenidade dos negócios. O lançamento das novas diretrizes do Itaú Unibanco é uma iniciativa importante na direção de levar a sustentabilidade a todos os segmentos de atuação do banco.
(Gabriela Amorozo colaborou neste post)
Saiba mais sobre a GRI aqui.
Postado por Victorio e Cássio em 30.4.09 2 comentários
Banco Real lança curso on-line para difundir práticas de sustentabilidade
O Banco Real acaba de lançar o primeiro capítulo de um curso sobre sustentabilidade on-line. Utilizando uma linguagem objetiva e dinâmica, o curso, que integra o Espaço Banco Real de Práticas em Sustentabilidade, visa a difundir práticas de sustentabilidade entre as pessoas e as empresas.
Cada capítulo do curso aborda o seguinte:
Capítulo 1 - Jeitos de ver o mundo: apresenta um dia na rotina de um personagem (Roberto) por meio da ótica social, ambiental e econômica, mostrando a integração dessas três dimensões da sustentabilidade. Será lançado amanhã dia 22/04.
Capítulo 2 - A sustentabilidade: apresenta o conceito de sustentabilidade e suas principais implicações no dia-a-dia, nos negócios e no mundo. Lançamento previsto para maio.
Capítulo 3 - Já estamos reinventando: mostra como esse novo olhar está influenciando novos comportamentos e abrindo oportunidades para indivíduos, sociedades e negócios. Lançamento previsto para junho.
Ao lançar esse mais novo curso, o Banco Real contribui para disseminar o tema e compartilhar com a sociedade sua experiência em sustentabilidade.
Vale a pena conferir o curso! Clique aqui.
Postado por Victorio e Cássio em 21.4.09 0 comentários
Sustentabilidade do setor logístico é debatida em seminário
Participamos na semana passada do 6º Seminário Internacional em Logística Agroindustrial realizado na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz – ESALQ, em Piracicaba, cujo tema este ano foi “Logística x Meio Ambiente”.
Nossa palestra no painel Sustentabilidade Logística abordou o impacto das mudanças climáticas no ambiente de negócios e quais iniciativas as empresas do setor de logística estão implantando para gerenciar riscos socioambientais. Dentre outras iniciativas de sustentabilidade que apresentamos, merece destaque a estratégia de mudanças climáticas utilizada pela empresa espanhola Abertis, integrante do Dow Jones Sustainability Index, que além de medidas visando a redução do uso de recursos naturais, apresenta uma extensa lista de medidas para mitigar sua contribuição para as mudanças climáticas (Corporate Social Responsability Report 2008).
Esse painel contou ainda com a participação de dois palestrantes internacionais, que trouxeram a experiência de iniciativas de sustentabilidade na cadeia de fornecedores na Europa. Os diferentes pontos de vista apresentados ao longo do seminário foram fundamentais para tornar o evento bastante interessante ao público presente.
Saiba mais sobre o evento e faça o download das palestras
Leia sobre a estratégia de mudanças climáticas da empresa Abertis
Postado por Victorio e Cássio em 14.4.09 0 comentários
Bancos privados adotam o Protocolo Verde
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban), que congrega os bancos privados do país, assinou ontem o Protocolo Verde. O documento, que já tem a adesão dos bancos públicos BNDES, Banco da Amazônia, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Banco do Nordeste do Brasil, é um compromisso de conceder financiamento apenas a empresas ou projetos que se comprometam com a questão da sustentabilidade.
Consideramos a adesão dos bancos privados ao Protocolo Verde uma iniciativa importante para que as variáveis social e ambiental passem a integrar a estratégia de negócios de um número cada vez maior de bancos. O presidente da Febraban Fabio Barbosa, ressaltou que a assinatura do Protocolo é mais um sinal de que o movimento de sustentabilidade está em franca expansão no setor.
Os primeiros bancos privados que aderiram ao protocolo são: Bradesco, Cacique, Citi, HSBC, Itaú Unibanco, Safra e Santander Brasil – Real.
Leio o Protocolo Verde
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Postado por Victorio e Cássio em 8.4.09 0 comentários




