Participamos hoje do evento de lançamento do estudo que aponta tendências na elaboração de relatórios de sustentabilidade. Esse estudo, elaborado pela Ideia Sustentável, é resultado de uma pesquisa realizada com os responsáveis pela gestão dos relatórios de sustentabilidade de 50 empresas líderes com atuação no Brasil.
Ricardo Voltolini, da Ideia Sustentável, apontou a dificuldade técnica e cultural de engajamento com stakeholders como um dos desafios identificados pela pesquisa: “os públicos de interesse acabam sendo envolvidos no processo de elaboração dos relatórios de forma pontual, mais com caráter consultivo. Ele acrescentou que “também faltam mecanismos para avaliar, efetivamente, a opinião dos leitores sobre os relatórios”.
Com relação ao engajamento com stakeholders, como parte do processo de elaboração dos relatórios de sustentabilidade, Jean Philippe Leroy, diretor do Bradesco, afirmou que aceitar críticas dos públicos de interesse promove mudança cultural, e que capacitar os funcionários das empresas sobre as questões socioambientais é fundamental para o sucesso desse processo de mudança.
Gláucia Térreo da Global Reporting Initiative – GRI, cujas diretrizes para elaboração de relatórios de sustentabilidade são utilizadas pela maioria das empresas pesquisadas, disse que tanto quanto por razões de transparência e divulgação de informações aos stakeholders, esses relatórios são uma ferramenta de gestão das empresas.
Poderíamos sintetizar as conclusões da pesquisa hoje divulgada, afirmando que para transformar os relatórios de sustentabilidade em instrumento de controle, melhoria e planejamento dos negócios das empresas seria preciso envolver mais e melhor os públicos de interesse e avaliar como esses públicos lêem o relatório.
O estudo sobre os relatórios de sustentabilidade será disponibilizado no site da Idéia Sustentável e na página de Responsabilidade Socioambiental do Banco Bradesco.
O futuro dos relatórios de sustentabilidade é alvo de estudo
Postado por Victorio e Cássio em 2.12.09 0 comentários
Expo Management 2009 tem início na próxima semana
O sócio-diretor da Consultoria Finanças Sustentáveis, Victorio Mattarozzi, irá palestrar no dia 1/12, às 18 horas, no Auditório 3.
Síntese da palestra:
O setor financeiro enfrenta um novo desafio que vai além da turbulência econômica e maior volatilidade nos mercados. Esse desafio consiste em saber como avaliar uma série de variáveis socioambientais que até há pouco não eram uma preocupação das instituições financeiras. Essas variáveis só vão crescer em importância com o tempo, e o setor financeiro está cada vez mais atento aos riscos e oportunidades que essa nova realidade implica.
Inscrições para a palestra, clique aqui.
Clique aqui para acessar a programação completa da ExpoManagement.
Endereço: Av. Dr. Mário Villas Boas Rodrigues, 387 - Santo Amaro - São Paulo - SP
(atrás do Hotel Transamérica)
Postado por Victorio e Cássio em 25.11.09 0 comentários
Mudanças climáticas: fórum discute riscos e oportunidades
Participamos do Fórum Exame – Sustentabilidade no dia 11/11, cujo tema foi Copenhague: Desafios e Oportunidades. O primeiro bloco debateu “como lidar com o aquecimento global e seus impactos”. Os debatedores Xico Graziano, secretário do Meio Ambiente do Estado de S.Paulo, e Ricardo Young, presidente do Instituto Ethos, destacaram a necessidade de mudanças, passando a economia mundial a ser regida pelo paradigma ambiental. Caso contrário, segundo Young, haverá um colapso da humanidade. No processo de transição para uma economia de baixa emissão de carbono, ambos concordam que depende da atuação do Estado e do estabelecimento de um marco regulatório consistente para acelerar o processo de mudança.
O prof. Eduardo Viola da Universidade de Brasília, outro debatedor do primeiro bloco, chamou atenção da desvantagem competitiva do Brasil na transição para uma economia de baixo carbono: reduzido investimento em tecnologia e conhecimento. Ele destacou que as medidas fiscais pós-crise econômica adotadas por alguns países incluíram a redução das emissões de carbono. Na direção de uma economia de baixo carbono, o prof. Viola identificou o Reino Unido e a Coréia do Sul como os países que merecem ser estudados.
Na segunda parte do evento o debate foi sobre oportunidades de negócio para o Brasil sustentável. Marcos Jank, presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar, e Antonio Maciel, presidente da Suzano Papel e Celulose, concordam que os produtos “made in brazil” deveriam estar associados com sustentabilidade. Segundo eles, alguns produtos como o etanol e a celulose já seriam assim identificados. Marcos Bicudo, presidente da Phillips, colocou em pauta as questões sociais, destacando a necessidade de combater a pobreza para que o país possa crescer de modo sustentável. Ele acrescentou que, além das emissões de carbono, a questão da água é um desafio para a sustentabilidade das empresas.
O processo de transição para uma economia de baixa emissão de carbono está em franco andamento. As empresas precisam se adaptar rapidamente a esse novo paradigma da economia sob pena de comprometer a perenidade de seus negócios.
Leia também os posts:
Competitividade do Brasil numa economia de baixo carbono
Mudanças climáticas: empresas assumem compromisso de reduzir emissões
Postado por Victorio e Cássio em 12.11.09 0 comentários
Seminário da FIEMG discute sustentabilidade e inovação
A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais – FIEMG realizou em outubro o 7o. Seminário Aberto de Responsabilidade Social Empresarial. Essa edição do evento teve como eixo temático "Sustentabilidade, Governança e Inovação para um Novo Mercado", objetivando demonstrar como a sustentabilidade pode se transformar em alternativa inovadora, capaz de renovar a economia, preservar o meio ambiente e evitar o aprofundamento das dificuldades sociais.
Dentro da programação desse evento, palestramos na mesa-redonda "Diálogo x Poder de Influência: Revendo os Caminhos para o Novo Modelo de Relacionamentos nos Negócios", cujo foco foi o diálogo como instrumento para a construção de um novo modelo de negócios baseado na ética e na transparência. Na nossa palestra mostramos como as instituições financeiras, por meio do crédito e dos investimentos, exercem o importante papel de indutor de boas práticas de sustentabilidade no âmbito dos negócios e que o sucesso disso depende, principalmente, do engajamento com seus stakeholders.
Palestraram também nessa mesa-redonda: o especialista em governança corporativa do IBGC, Carlos Eduardo Lessa Brandão, e o coordenador de programas sociais do Instituto Holcim, Antônio Gabriel de Moraes.
Postado por Victorio e Cássio em 30.10.09 1 comentários
Livro apresenta casos práticos de sustentabilidade: o lado bom e as dificuldades
Na semana passada participamos do lançamento do novo livro de Fernando Almeida “Experiências Empresariais em Sustentabilidade – avanços, dificuldades e motivações de gestores de empresas”. Neste seu mais novo livro o autor visou a apresentar cases de 14 grandes empresas instaladas no Brasil que optaram por adotar práticas de sustentabilidade nos negócios. Fernando Almeida afirmou que “fizemos questão de mostrar nesse livro as dificuldades das empresas no caminho da sustentabilidade”. Ele acrescentou que “algumas das contatadas não informaram suas dificuldades, como se não houvesse problemas na implantação de novas ideias e métodos, e foram descartadas”.
Para selecionar as empresas, cujos exemplos seriam ilustrados no livro, foi feita uma pré-seleção utilizando-se indicadores de sustentabilidade como o Dow Jones Sustainability Index e o Índice de Sustentabilidade Empresarial da Bovespa. A partir daí foram convidados especialistas da área, que definiram os cases que estão retratados no livro. Dentre esses, destacamos o do Banco HSBC, que é signatário dos Princípios do Equador, e oferece produtos financeiros com foco socioambiental. O banco, contudo, ainda tem dificuldades em tornar a sustentabilidade uma estratégia intrínseca aos seus negócios, assim como ter o completo envolvimento dos funcionários.
Outro case apresentado no livro é o do Banco Real, que começou a mudança “de dentro para fora”, a partir da conscientização dos seus funcionários e pioneirismo na introdução da análise de risco socioambiental na decisão de crédito. Também é signatário dos Princípios do Equador, além de ter consolidada política de microcrédito. Com essas e outras iniciativas, o banco conquistou consolidação da imagem e valorização da marca, que tudo indica estão sendo incorporadas ao Banco Santander no atual processo de fusão de ambos os bancos.
O novo livro de Fernando Almeida e outros livros recém-lançados ao trazerem casos reais de sustentabilidade nos negócios demonstram que, muito em breve, ter responsabilidade socioambiental poderá se tornar condição imprescindível à própria sobrevivência de uma empresa.
(Gabriela Amorozo colaborou neste post)
Postado por Victorio e Cássio em 28.10.09 0 comentários
Lester Brown oferece um mapa para salvar a civilização
Participamos na semana passada do lançamento da versão em português do livro “Plano B 4.0 – mobilização para salvar a civilização”, de Lester Brown, fundador do Earth Policy Institute.
Em sua palestra, o professor Brown traçou um panorama das consequências das mudanças climáticas, frisando o caráter urgente da necessidade de modificar o atual modelo produtivo e de consumo. Ele destacou suas idéias de como solucionar os problemas socioambientais de nosso tempo para “salvar a civilização”, que são amplamente abordadas no livro: estabilizar o clima, controlar a população, eliminar a pobreza e restaurar os suportes da natureza, como a água, o solo e o ar. Nesse sentido, apresentou iniciativas e descobertas relativas ao uso eficiente de recursos naturais e à exploração de fontes energéticas renováveis e de baixa emissão de carbono.
O lançamento do livro Plano B 4.0 chega no momento oportuno, às vésperas da reunião de Copenhague em dezembro, quando se discute a necessidade de um novo acordo mundial para combater as mudanças climáticas. Realizada no tempo recorde de dois meses, a versão em português do livro está disponível gratuitamente para download (12 MB - http://www.newcontent.com.br/PlanoB.pdf).
(Gabriela Amorozo colaborou neste post)
Postado por Victorio e Cássio em 27.10.09 0 comentários
Curso sobre sustentabilidade no setor financeiro
Dia: 10 de novembro de 2009, das 8h30 às 18h
Objetivo:
Principais tópicos:
- Linha do tempo da sustentabilidade no setor financeiro
Diferenciais:
- Uso de filmes específicos, dinâmicas de grupo e discussão de casos práticos
Instrutores:
Investimento:
Inscrições:
Mais informações:
Postado por Victorio e Cássio em 26.10.09 0 comentários
Curso sobre sustentabilidade voltado aos negócios
Estão abertas as inscrições para a próxima turma do curso
Sustentabilidade: conceitos e aplicação nos negócios
Dia: 20 de outubro de 2009, das 8h30 às 18h
Objetivo:
O curso irá focar nas práticas e ferramentas que auxiliam no desenvolvimento de negócios com responsabilidade socioambiental, qualificando os participantes a adquirir referências que contribuam para a inserção da agenda da sustentabilidade nas empresas.
Principais tópicos:
- Acontecimentos mais marcantes da sustentabilidade no Brasil e no mundo
- O que é desenvolvimento sustentável
- Conceito de sustentabilidade nos negócios (dimensões econômica, social eambiental – Tripple Bottom Line)
- Diferenciação entre sustentabilidade nos negócios e investimento social
- Conceito de pegada ecológica e consumo consciente
- Ciclo de vida dos produtos e certificações socioambientais
- Marketing "verde" e greenwashing
- Conceitos de neutralização de carbono e eco-eficiência
- Diálogo com stakeholders
- Melhores padrões de sustentabilidade: Global Reporting Initiative, Pacto Global, Pacto Ethos, Carbon Disclosure Project, Princípios do Equador, ISO 14000, OHSAS 18001, FSC
- Desafios trazidos pela crise climática
- Casos práticos de sustentabilidade nos negócios
Diferenciais:
- Uso de filmes específicos, dinâmicas de grupo e discussão de casos práticos
- Material didático com vários casos de negócios sustentáveis
- Participantes receberão dois livros sobre sustentabilidade nos negócios
Instrutores:
Victorio Mattarozzi e Cássio Trunkl
Investimento:
R$ 500,00, inclui certificado, material didático e alimentação
Inscrições:
http://www.financassustentaveis.com.br/imgs/fichadeinscricao.xls
Local:
Hotel Tryp Itaim Sol Meliá
R. Manuel Guedes, 320 - Itaim Bibi - São Paulo - SP
Mais informações:
cursos@financassustentaveis.com.br
tel. 11-3586-0859 / 3582-0915
Postado por Victorio e Cássio em 8.10.09 0 comentários
Competitividade do Brasil numa economia de baixo carbono
Participamos nesta semana da série Diálogos Itaú de Sustentabilidade, cujo tema foi “Mudanças climáticas: competitividade do Brasil numa economia de baixo carbono”. Simon Zadek, da AccountAbility, fez uma introdução contrapondo crescimento econômico ao cenário das mudanças climáticas – o qual demanda urgência de ação. Apontou a necessidade de redução de 17Gt de carbono nas emissões globais até 2020 para evitar o aumento da temperatura terrestre. Afirmou ser possível fazer tal mudança e a custos relativamente baixos (até €100 bilhões/ano), colocando como possibilidades de uma economia de baixa emissão de carbono o desenvolvimento de negócios voltados à eficiência dos setores de energia e agrícola. Após apresentar os casos de iniciativas no sentido de baixas emissões de carbono na China, México, Índia e Reino Unido, destacou a necessidade do Brasil identificar oportunidades e caminhos a serem tomados – de adaptação, mitigação ou ambos rumo ao baixo carbono.
Como oportunidades para o crescimento com baixas emissões no Brasil, Marcus Frank, da McKinsey Brazil, apontou o etanol e a geração de energia a partir de biomassa (por exemplo pellets de madeira), além do reflorestamento e da redução de desmatamento (REDD). Marcelo Battisti, do Banco Itaú BBA, complementou tal ponto de vista exaltando a importância da conscientização do produtor rural e o aumento da produtividade agrícola e, no setor energético, o incentivo ao uso de energias renováveis.
Ricardo Young, do Instituto Ethos, apontou a democracia como um ponto vulnerável para o crescimento com baixas emissões ao comparar os exemplos da China – crescimento rápido através de tecnologias “verdes” e políticas públicas – e dos Estados Unidos, onde, até agora, não se chegou a nenhum acordo de mudanças climáticas em âmbito nacional devido ao forte envolvimento de lobistas atuando contra. Destacou, como alternativa para essa questão, a criatividade para engendrar novas formas de organização social. Comentou também o fato do Brasil estar “na contramão” devido à ausência regulatória e de posicionamento do Governo “nesse momento de grandes mudanças no setor produtivo para adaptação e mitigação das mudanças climáticas”.
Podemos dizer que o ponto em comum entre os palestrantes foi a necessidade de um acordo global consistente, que forneça aos países em desenvolvimento apoio financeiro e acesso ao mercado mundial (ausência de barreiras tarifárias e prática de comércio justo), para que uma política efetiva de mudanças climáticas possa ser atrelada ao crescimento econômico. Aliado a este acordo, a regulação institucional e a conscientização do consumidor são agentes de grande importância em escala nacional. Por fim, discutiu-se as expectativas para a Conferência de Copenhague e a sua importância como fator mundial decisivo no âmbito das mudanças climáticas.
Na mesma direção do debate desse evento, algumas empresas brasileiras recentemente lançaram um documento onde se comprometem a reduzir as suas emissões de carbono visando a combater as mudanças climáticas. Para saber mais sobre isso leia nosso post Mudanças climáticas: empresas assumem compromisso de reduzir emissões.
(por Gabriela Amorozo)
Postado por Victorio e Cássio em 6.10.09 0 comentários
Mudanças climáticas: IFC lançará índice de ações para mercados emergentes
A International Finance Corporation (IFC) e a Standard & Poor's devem lançar em novembro um índice de ações de empresas com um bom desempenho quanto à emissão de carbono de suas operações. A carteira de ações, que poderá reunir mais de 500 empresas de mercados emergentes, será definida com base na eficiência individual de cada empresa em relação aos seus concorrentes regionais e setoriais.
Serão utilizadas informações disponibilizadas por meio de iniciativas como o CDP – Carbon Disclosure Project e similares. Quando determinada companhia não divulgar informações quanto às emissões de gases de efeito estufa de suas operações, a empresa de pesquisa Trucost irá estimar seu desempenho.
Dentre outras iniciativas que vêm sendo lançadas no sentido de combatermos as mudanças climáticas, essa é mais uma que mostra que investidores internacionais estão cada vez mais preocupados com os riscos financeiros de seus investimentos decorrentes das mudanças no clima. Esse índice que a IFC pretende lançar será importante para compararmos a eficiência das empresas brasileiras com outras companhias de países emergentes.
Postado por Victorio e Cássio em 24.9.09 0 comentários
Investidores internacionais divulgam declaração sobre mudanças climáticas
Essa semana, instituições financeiras internacionais divulgaram um documento alertando sobre a necessidade de se alcançar um acordo global sobre o clima, como condição para garantir os recursos financeiros necessários à migração para uma economia de baixa emissão de carbono. Assinada por 181 instituições financeiras internacionais que em conjunto representam ativos financeiros da ordem de US$ 13 trilhões, a declaração afirma ser fundamental que os chefes de Estado e formadores de opinião entendam como as políticas públicas ligadas às mudanças climáticas influenciam as decisões de investimento.
Dentre outras medidas, o documento identifica ser necessário um acordo global sobre o clima que estabeleça:
- Meta global de redução de emissões de 50 a 85% até 2050
- Meta de redução para países desenvolvidos de 50 a 95% até 2050, com metas intermediárias de 20 a 45%
- Apoio público para tecnologias de eficiência energética e de baixa emissão de carbono
- Medidas para reduzir o desmatamento e promover o reflorestamento de áreas
- Apoio na adaptação aos efeitos inevitáveis das mudanças climáticas
Essa declaração é uma iniciativa importante que mostra como é fundamental que se alcance um novo acordo climático internacional na Conferência de Copenhague em dezembro e que metas de redução de emissões de médio e longo prazo são necessárias para garantir a confiança de investidores.
Leia aqui a declaração e veja a lista das instituições financeiras signatárias
Postado por Victorio e Cássio em 19.9.09 0 comentários
Evento coloca em discussão os desafios para o mercado de carbono e as mudanças do clima
Participamos hoje do III Seminário Crédito de Carbono e Mudanças Climáticas promovido pelo Jornal Valor Econômico, cujo tema foi Propostas e Desafios para a Sustentabilidade Ambiental. Na fala de praticamente todos os palestrantes lembrou-se da Conferência de Copenhague, que ocorrerá em dezembro, e do desafio dos países em estabelecer metas mundiais de redução de emissões.
Na abertura do evento o Secretário de Meio Ambiente do Estado de São Paulo, Francisco Graziano, destacou dentre outros pontos, a importância do objetivo anunciado pelo recém-eleito primeiro ministro japonês, Yukio Hatoyama, de reduzir em 25% as emissões de CO2 daquele país até 2020. Outro destaque foi dado à posição de liderança que, segundo Graziano, a China está tomando frente ao tema das mudanças climáticas em relação ao Brasil, Rússia e Índia. Ao falar em desafios, o secretário de meio ambiente concluiu ressaltando que é a discussão de Copenhague referente a metas de emissão de gases é incoerente em continuar sendo distribuído no Brasil óleo combustível com alto teor de enxofre.
No painel sobre propostas e desafios para o Mercado de Crédito de Carbono, os principais pontos levantados pelos palestrantes foram a necessidade de se avançar na organização desse mercado e de promover uma maior integração entre os mercados local e internacional. Nesse sentido, foi mencionado que a baixa oferta de financiamentos para projetos do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) disponível e a lentidão com que os projetos são aprovados pelo governo brasileiro acabam prejudicando a evolução e amadurecimento desse mercado no país.
Certamente, entendemos que o resultado da Conferência de Copenhague no final do ano será fundamental para determinar a evolução e os caminhos que o mercado de créditos de carbono seguirá aqui no Brasil e no mundo, buscando um menor impacto no clima global.
Postado por Victorio e Cássio em 10.9.09 0 comentários
Mudanças climáticas: empresas assumem compromisso de reduzir emissões
Nessa semana um grupo de empresas de expressão e dos mais diversos setores de atividades lançaram uma Carta aberta ao Brasil sobre mudanças climáticas, onde assumem os seguintes compromissos:
- Publicar anualmente o inventário das emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE), bem como as ações para mitigação de emissões e adaptação às mudanças climáticas.
- Incluir como orientação estratégica no processo decisório de investimentos a escolha de opções que promovam a redução das emissões de GEE em seus processos, produtos e serviços.
- Buscar a redução contínua de emissões específicas de GEE e do balanço líquido de emissões de CO2 por meio de ações de redução direta das emissões em seus processos de produção, investimentos em captura e sequestro de carbono e/ou apoio às ações de redução de emissões por desmatamento e degradação.
- Atuar junto à cadeia de suprimentos, visando a redução de emissões de fornecedores e clientes.
- Engajarem-se junto ao governo, à sociedade civil e em seus respectivos setores de atuação, no esforço de compreensão dos impactos das mudanças climáticas nas regiões onde atuam e das respectivas ações de adaptação.
Dentre as empresas signatárias da Carta, destacamos: Suzano Papel e Celulose, Light, Natura e CPFL que integram o Índice de Sustentabilidade Empresarial da Bovespa - ISE e a empresa Votorantim Celulose e Papel que integra o ISE e o índice de sustentabilidade da bolsa de Nova York - DJSI. Uma indicação do alinhamento dessas empresas com boas práticas de sustentabilidade nos negócios.
Apesar de não fixar metas de redução, trata-se de uma iniciativa importante do grupo de empresas signatárias da Carta, reconhecendo a necessidade de reduzir suas emissões de GEE e de prepararem-se para atuar no contexto de uma economia de baixa emissão de carbono. Do lado das oportunidades de negócios, elas anteveem a expansão do mercado de carbono.
Considerando o poder de indução que as instituições financeiras exercem por meio da atividade de crédito, seria importante que também elas assumissem o compromisso de reduzir suas próprias emissões e, mais relevante, avaliassem o impacto das mudanças climáticas das atividades que financiam, passando a oferecer produtos e serviços financeiros para seus clientes reduzirem suas emissões de GEE .
Acesse o texto integral da Carta aberta ao Brasil sobre mudanças climáticas aqui.
Postado por Victorio e Cássio em 27.8.09 0 comentários
Mudança climática impõe redefinição de metas econômicas
Participamos da palestra do cientista político Sérgio Abranches, que foi promovida pelo Núcleo de Economia Socioambiental da FEA/USP.
Abranches afirmou que a mudança climática é o desafio do século 21. A questão, que é planetária e de muito longo prazo, desafia o nosso senso comum e nossas instituições políticas. A mudança do clima impõe a redefinição de metas econômicas, em escala macro e micro, subordinando decisões tais como sobre segurança energética e alimentar.
Contudo, Abranches afirmou que o Brasil ainda não está enfrentando o desafio do presente século, recomendando ações em relação ao ambiente regulatório. Ele acredita que dependendo do jogo político e os rumos a serem seguidos visando a uma economia de baixo carbono, o Brasil poderá perder a chance de se desenvolver. Alertou ainda que é baixo grau de responsabilidade das empresas frente à questão climática. Quanto a isso, pesquisas recentemente divulgadas confirmam que, embora reconheçam os potenciais impactos econômicos decorrentes das mudanças climáticas, ainda um número reduzido de empresas está adotando ações para enfrentá-los.
Vale a pena conferir o texto de Sérgio Abranches “Climate Agenda as an Agenda for Development in Brazil - A Policy Oriented Approach”, que brevemente estará disponível no site do Congresso de Ciência Política.
Postado por Victorio e Cássio em 22.8.09 0 comentários
Evento destaca soluções sustentáveis em edificações
Participamos do Encontro Regional Grupohotel (Grupo dos Profissionais Executivos do Mercado Hoteleiro), cujo tema foi “construção sustentável e desempenho ambiental de edificações e espaços”. O evento consistiu de um ciclo de palestras no qual foram apresentadas ferramentas e linhas de trabalho no sentido de tornar construções e edificações mais sustentáveis na sua concepção, construção e operação.
O ponto de partida comum entre os palestrantes foi o panorama atual de rápido crescimento populacional combinado à concentração da população nas áreas urbanas – o que causa aumento das demandas por construção de moradias, energia elétrica e água tratada. Além disso, as cidades são responsáveis pela geração de 75% das emissões de CO2.
A construção civil é um dos setores mais impactantes ao meio ambiente devido a seu elevado consumo de energia e recursos e grande geração de resíduos e gases de efeito estufa – mesmo na fase de operação. Sob essa perspectiva, Marcos Casado, do Green Building Council, questionou a necessidade de destruir para construir, de acordo com o qual, construir de maneira sustentável pode custar de 5% a 10% a mais – porém, traz redução de 8% a 9% nos custos operacionais. Ele apresentou desde materiais mais sustentáveis – como caixilhos de alumínio reciclado e cimento feito com escória de alto-forno – até estratégias e sistemas para reduzir o consumo de água e energia nos prédios depois de prontos.
Um tema que atraiu bastante interesse foi a água: reuso, reaproveitamento da água da chuva e racionalização do uso nas edificações. Tecnologias e equipamentos já disponíveis no mercado para uso eficiente da água deveriam ser mais utilizados, considerando a tendência de encarecimento desse recurso natural cada vez mais escasso.
Foi apresentado também um sistema de limpeza e esterilização de objetos e ambientes à base de ozônio – que tem baixo custo de aplicação e não gera resíduo, além de sistemas de iluminação por LED (sigla em inglês para Light Emitting Diode, ou Diodo Emissor de Luz) e de utilização de radiação solar para aquecimento de água e ambientes ou geração de energia elétrica por meio de células fotovoltaicas.
O evento serviu bem ao seu propósito de apresentar alternativas para construir e operar edificações de maneira mais “verde” mantendo os custos competitivos e sem perder de vista “a qualidade dos ambientes internos (o conforto dos usuários) e o custo durante a vida do edifício – não somente na fase de concepção e construção”, como colocou Fúlvio Vittorino, engenheiro do IPT.
De acordo com relatório do IPCC o setor de construção responde por cerca de 8% do total das emissões de gases de efeito estufa. As soluções apresentadas no evento e iniciativas como, por exemplo, o Protocolo Ambiental da Construção Civil Sustentável no estado de São Paulo, vão ao encontro da necessidade do setor reduzir sua “pegada ecológica”.
Saiba mais sobre o Green Building Council Brasil aqui.
Leia aqui o Protocolo Ambiental da Construção Civil Sustentável.
(Gabriela Amorozo colaborou neste post)
Postado por Victorio e Cássio em 10.8.09 1 comentários



