Negócios Sustentáveis

Evento da Febraban discute sustentabilidade no setor financeiro

Participamos ontem do Café com Sustentabilidade, evento organizado pela Febraban para promover a reflexão e disseminar o conceito de sustentabilidade no âmbito do setor financeiro. A 13ª. edição do evento abordou a adesão das instituições financeiras a pactos e acordos voluntários, que estabelecem diretrizes socioambientais aplicadas aos negócios.

Normas AA1000: empresas ressaltam a relevância do diálogo com stakeholders

Participamos na semana passada do evento de lançamento pela Accountability da versão em português das normas AA1000 Assurance Standard e AA1000 Accountability Standard Principles, respectivamente, AA1000AS e AA1000ASP, onde foi discutida a importância estratégica do engajamento das empresas com seus públicos de interesse (stakeholders). A norma AA1000AS foi desenvolvida para garantir a credibilidade e a qualidade do desempenho em sustentabilidade e da elaboração de relatórios de sustentabilidade pelas empresas. Por meio da utilização dessa norma, as entidades que realizam o trabalho de verificação dos relatórios de sustentabilidade podem assegurar se são críveis as informações prestadas pelas empresas aos seus stakeholders, tais como sobre as emissões de gases do efeito estufa e a gestão do sistema ambiental. A norma AA1000ASP complementa a norma AA1000AS, ao trazer três princípios que devem ser considerados no processo de engajamento das empresas com seus públicos de interesse: o Princípio Fundamental da Inclusão - relacionado à participação dos stakeholders no desenvolvimento da estratégia de sustentabilidade da empresa; o Princípio da Relevância - determinação do que é importante, ou material, para os públicos de interesse e para a empresa; e o Princípio da Capacidade de Resposta - como a empresa comunica o que é feito e o que ela faz em resposta às preocupações dos seus públicos de interesse em relação à sustentabilidade. Daniel Waistell da AccountAbility afirmou que as normas AA1000, “são uma ferramenta de gestão, e não a resposta para o diálogo com os stakeholders”. Sobre isso, os representantes das empresas presentes ao evento apontam o aumento da credibilidade e a facilitação do diálogo com seus públicos de interesse como benefícios da aplicação dessas normas. O engajamento com públicos de interesse não é um processo de diálogo comum e, como apontou Ricardo Young do Instituto Ethos, “empresas que praticam o engajamento com stakeholders não são necessariamente sustentáveis.” Ainda segundo ele, “há necessidade das empresas desenvolverem diálogos de confiança com seus públicos de interesse, por meio de processo humilde e cooperativo – ao invés da arrogância e competitividade, ainda comuns no ambiente empresarial.” Marcos Vaz, da Natura, disse ser necessário que as empresas estejam preparadas para “perguntar aos seus stakeholders e ouvir suas respostas – não necessariamente aquelas que gostariam”. Um ponto comum entre os painelistas do evento foi de que o engajamento com stakeholders trata-se de um processo de mudança cultural, que deve ser continuamente internalizado nas empresas. As normas AA1000 – revisadas em 2008 e agora disponíveis em português – apresentam-se, portanto, como ferramentas de gestão para esse processo de diálogo das empresas com seus stakeholders. Concordamos com o ponto comum dos painelistas de que esse processo envolve uma mudança cultural por parte das empresas e que deve ser transparente e genuíno onde, segundo Sonia Favaretto do Itaú Unibanco, “é preciso saber que valor agrega e que valor se tira desse processo.” (Gabriela Amorozo colaborou neste post) A Accountability é uma organização que trabalha com empresas, governos e entidades da sociedade civil para desenvolver práticas empresariais responsáveis. Saiba mais sobre a Accountability e as Normas AA1000 aqui.

Evento discute sustentabilidade na área de TI

Participamos na semana passada da série “Diálogos Itaú de Sustentabilidade”, cujo tema foi Tecnologia da Informação (TI) “verde”. Aerton Paiva, da Apel Consultoria, fez uma introdução sobre sustentabilidade nos negócios e a necessidade de sua aplicação ao mercado de TI – não somente no hardware como também no software. Como pontos fundamentais, destacou a necessidade, em caráter de urgência, da definição de critérios e metas de desempenho ambiental e seu respectivo monitoramento, aspecto esse que considera imprescindível para o avanço de sistemas de informação mais sustentáveis. Em seguida, foram apresentados dois casos: da IBM e da Itautec. Ganhos de eficiência no consumo de energia é a principal linha de ação em comum entre ambas as empresas no sentido de reduzir a pegada ecológica de suas atividades. A Itautec apresentou suas iniciativas relacionadas ao descarte e reciclagem pós consumo e a fabricação de produtos livre de metais pesados. Com relação à eliminação de insumos tóxicos, a empresa informou que está utilizando as normais internacionais RoHS (Restriction on Hazardous Substances) e Lead Free (ausência de chumbo), bem como a norma Weee (Waste Electrical and Electronic Equipment) para a reciclagem de produtos ao fim de sua vida útil. Buscando reduzir o consumo de recursos naturais e prepararem-se para uma economia que caminha na direção da baixa emissão de carbono, as empresas deveriam reforçar suas diretrizes de sustentabilidade em toda a cadeia da infraestrutura de TI. (Gabriela Amorozo colaborou neste post)