Negócios Sustentáveis

Empreendimentos imobiliários: Caixa lança diretrizes para minimizar riscos

A Caixa Econômica Federal (CEF), em parceria com a Agência Alemã de Cooperação Técnica (GTZ) e o Ministério do Meio Ambiente, lançaram ontem o Guia Avaliação Ambiental de Terrenos com Potencial de Contaminação (Guia). A publicação do Guia foi feita no âmbito do projeto Revitalização de Áreas Urbanas Degradadas por Contaminação – REVITA que visa a estabelecer diretrizes para gerenciar os riscos inerentes à ocupação de terrenos potencialmente contaminados. Sendo responsável pela implantação dos principais programas do governo federal para habitação de interesse social, saneamento ambiental e infra-estrutura urbana, a CEF tem especial interesse em viabilizar a re-ocupação de imóveis vazios ou subutilizados (edificações e instalações fabris, galpões, depósitos e terrenos) que, embora com boas características de localização e disponibilidade de serviços públicos, encontram restrições para reutilização devido a potencial presença de contaminações. A metodologia apresentada no Guia emprega instrumentos simples e ilustrativos de identificação do potencial de contaminação no terreno e no seu entorno. Em fase de teste nas cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro, a CEF irá utilizar o Guia em seus negócios de habitação e de fomento ao desenvolvimento urbano e ambiental e está incentivando seus parceiros a conhecê-lo e também utilizá-lo. Consideramos o lançamento do Guia uma iniciativa importante da CEF no sentido de identificar os passivos ambientais em imóveis e poder recuperá-los para novos usos, bem como de minimizar os riscos operacionais e financeiros de empreendimentos imobiliários em áreas que apresentam indícios de contaminação. Acesse aqui o Guia. Acesse aqui a relação de áreas contaminadas da CETESB.

Clima: Embrapa adverte para prejuízos no setor agrícola brasileiro

A Embrapa lança hoje o livro “Mudanças Climáticas: impactos sobre doenças de plantas no Brasil”, que trata da vulnerabilidade da agricultura frente às alterações do clima e conclui que os prejuízos no setor podem chegar a R$ 7,4 bi em 2020 e alcançar R$ 14 bilhões em 2070. Essas estimativas são baseadas em dois cenários climáticos: um pessimista prevê alta de 2°C a 5,4°C, o outro otimista prevê alta de 1,4°C a 3,8°C - que também traria mudanças climáticas significativas. A perda de produção agrícola poderá ser bastante significativa em algumas regiões, com conseqüências graves para a segurança alimentar, principalmente no Nordeste. Nove culturas foram avaliadas - algodão, arroz, café, cana-de-açúcar, feijão, girassol, mandioca, milho e soja -, sendo que somente duas serão beneficiadas pelo aquecimento global: cana e mandioca. Todas as demais sofrerão com a perda de áreas propícias para cultivo e aumento do custo de produção. A soja será a cultura mais afetada, sendo responsável de cerca de 50% dos prejuízos calculados para 2020 e 2070. Por outro lado, a cana será a cultura mais beneficiada, devendo ocupar o espaço da soja e dobrar sua área de plantio. Semelhante a outros estudos que comentamos aqui no blog, este da Embrapa é mais um alerta sobre os efeitos das mudanças climáticas nos negócios. Recomendamos a leitura do livro a empresas e aos bancos que as financiam no sentido de, desde já, buscarem soluções para enfrentar e minimizar os impactos das alterações do clima em suas atividades. O livro será lançado hoje, às 19h30, no Café Universitário, durante a programação da 20ª Bienal de São Paulo.

Guarda-roupa "verde"

Você pensa no meio ambiente quando compra uma roupa? Você acredita que a moda pode contribuir para a preservação da natureza? Se você ainda não se preocupa com isso, saiba que o setor têxtil está entre as que mais consome recursos naturais, como água e energia. Além disso, a cultura do algodão, um de seus principais insumos, é responsável por cerca de 30% da utilização de pesticidas no planeta. Para ilustrar o impacto da produção de algodão no meio ambiente, basta mencionar que é preciso utilizar 160g de agrotóxicos para produzir uma camiseta que pesa 250g. Portanto, a busca por matérias-primas alternativas e processos produtivos mais limpos são atualmente um dos maiores desafios do setor têxtil. A oferta de têxteis produzidos com materiais menos agressivos ao meio ambeinte é ainda limitada, devido à pequena escala de produção e fornecimento irregular de matérias-primas. Esse cenário acaba encarecendo os produtos. No exemplo da camiseta, aquela feita de algodão orgânico chega a custar até 3 vezes mais. Apesar do preço mais elevado, há um crescente número de pessoas que preferem consumir produtos que agridem menos a natureza. Algumas empresas de confecção e moda já têm procurado aumentar a oferta de produtos com esse foco. São os casos das brasileiras Osklen e Track & Field e das internacionais Levi’s, GAP e Nike. A própria rede varejista Wal-Mart no Brasil passou a vender têxteis produzidos com algodão orgânico a preços acessíveis. A questão da sustentabilidade nos setores têxtil e da moda passa pela necessidade das empresas considerarem os aspectos socioambientais, tais como o uso de materiais orgânicos e recicláveis, em toda a cadeia produtiva, desde o cultivo do algodão até o pós-venda. Quanto a todos nós consumidores, devemos procurar comprar roupas que causem menor impacto ao meio ambiente e conservá-las para que durem mais tempo. Saiba mais sobre moda sustentável e dicas de como consumir conscientemente, acessando: Instituto “e” Instituto Ecotece Environmental News Network