Negócios Sustentáveis

A expansão agrícola, o desmatamento ilegal e a responsabilidade dos bancos

Recente estudo elaborado em âmbito mundial pela United Nations Environment Programme – Finance Initiative – UNEP-FI (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente – Iniciativa Financeira) revelou que a maioria dos bancos não possui política que explicitamente requer o cumprimento de leis e normas locais e internacionais relativas à conservação de florestas. Os bancos que se envolvem na destruição de florestas, por meio da concessão de empréstimos a empresas cujas atividades contribuem para o desmatamento ou a degradação de florestas, ficam expostos a riscos legais, regulatórios, operacionais e de reputação potencialmente significativos e que podem comprometer a saúde financeira dessas instituições financeiras.

Mais energias renováveis, mais qualidade de vida

Cada vez que uma pessoa enche o tanque com gasolina, anda de avião, pega um ônibus, acende a luz, come um bife ou liga o ar condicionado, está consumindo energia e contribuindo de um jeito ou de outro para as emissões de gases de efeito estufa. Não há civilização humana sem energia. No século XX, quando a população do planeta saltou de 1 bilhão para 6 bilhões, o uso de energia cresceu exponencialmente. Agora já somos 7,2 bilhões e a previsão é de que seremos 9,6 bilhões em 2050, segundo a Organização das Nações Unidas - ONU. Energia está associada à prosperidade, que é igual a combustíveis fósseis. Petróleo, carvão e gás natural respondem por 80% da geração de energia do planeta.

Crise hídrica impacta empregos e preços

A Região Sudeste do Brasil está passando por seu mais severo e extenso período de seca já registrado em 80 anos. Antes a seca parecia ser um problema restrito ao estado de São Paulo, o mais industrializado e populoso do país, e a sua capital. Agora sabemos que a estiagem afeta também os estados do Rio de Janeiro e de Minas Gerais que detêm, respectivamente, a 2ª. e a 3ª. maiores participações no Produto Interno Bruto brasileiro.

A escassez de água não é propriamente uma novidade. É uma questão conhecida e que foi prevista e alertada por especialistas do setor hídrico. Desmatamento das matas ciliares e consequente assoreamento dos rios e de suas nascentes, ocupação desordenada das áreas de mananciais e poluição dos rios e das represas têm contribuído para o esgotamento das fontes de água. Essas questões vêm se agravando ao longo dos anos e são negligenciadas pelos governos.