A Securities and Exchange Commission (SEC), órgão regulador do mercado de capitais americano, acaba de estabelecer diretrizes para orientar as empresas com ações negociadas em bolsa de como devem informar os investidores a respeito dos riscos e oportunidades associados às mudanças climáticas. Esse posicionamento da SEC vinha sendo reivindicado por organizações de investidores e ambientalistas, destacadamente pela rede CERES.
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2 de fevereiro de 2010
6 de abril de 2009
EUA: seguradoras deverão informar sobre o impacto das mudanças climáticas
Recentemente, a National Association of Insurance Commissioners – NAIC, órgão regulador do setor segurador dos Estados Unidos, tornou obrigatória a divulgação pública de informações pelas companhias seguradoras sobre os riscos financeiros decorrentes das mudanças climáticas em seus negócios e que medidas estão adotando para enfrentá-los. Esta decisão foi uma vitória para a rede Ceres de investidores e organizações ambientalistas, que há cerca de 2 anos vinha propondo às seguradoras maior transparência de informações a respeito desses riscos
Para cumprir essa nova exigência da NAIC, as seguradoras terão que avaliar o risco climático de seus clientes. Elas também deverão divulgar como estão adaptando sua gestão de risco à luz dos desafios das mudanças do clima e que medidas estão adotando para orientar os formuladores de políticas públicas e seus clientes sobre os riscos das mudanças climáticas. A rede Ceres espera que a nova regulamentação da NAIC, incentive a Securities and Exchange Commission – SEC, comissão de valores mobiliários dos EUA, a adotar medida semelhante para todas as empresas com ações negociadas em bolsas de valores.
Em um documento que lançou em 2008, a NAIC advertia que as mudanças climáticas representam um “desafio sem precedentes para as seguradoras”. Seria hora do órgão regulador do setor de seguros e das companhias seguradoras brasileiros dedicarem mais atenção à questão das mudanças do clima no ambiente de negócios, não somente com relação aos riscos, mas principalmente quanto a novas oportunidades de negócios. Algumas seguradoras americanas já estão oferecendo novos produtos visando reduzir seus riscos e ajudar a combater as mudanças do clima. Esses produtos incluem diretrizes para edificações “verdes”, proteção contra secas em paises em desenvolvimento e incentivos para investimento em energias renováveis.
Leia aqui o press release da rede Ceres
17 de janeiro de 2008
CERES aponta que clima é o risco mais desprezado pelos bancos
A rede norte-americana formada por investidores e organizações ambientalistas – CERES – acaba de divulgar seu mais novo relatório intitulado “Corporate Governance and Climate Change: The Banking Sector”. O relatório da CERES analisou 40 dos maiores bancos de capital aberto do mundo, incluindo o Banco do Brasil (único banco brasileiro analisado), e apresentou uma lista das “melhores práticas” utilizadas pelos bancos para lidar com as mudanças do clima e os classificou de acordo com esse critério.
Nesse documento, a CERES, cujos membros conjuntamente administram recursos superiores a US$ 4 trilhões, recomenda que os bancos incorporem as mudanças climáticas como prioridade em suas estratégias de governança empresarial e dêem maior abertura de informações sobre os riscos associados à essa questão. O relatório também sugere que os bancos estabeleçam metas próprias de redução dos gases do efeito estufa, assim como de suas carteiras de clientes e de investimentos.
O relatório aponta que vários bancos, especialmente os europeus, estão respondendo aos impactos das mudanças climáticas. Afirma também que muitas das iniciativas positivas adotadas pelos bancos foram desenvolvidas nos últimos 12 a 18 meses, principalmente com relação ao financiamento e pesquisa para o desenvolvimento de energias limpas. Recomendamos a leitura desse relatório da CERES.
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