A European
Banking Authority - EBA (Autoridade Bancária Europeia) acaba de publicar novos Guidelines regulando
a atividade de crédito dos bancos por meio do estabelecimento de normas para a contratação
e o monitoramento de empréstimos. A EBA desenvolveu os Guidelines com
base nas experiências de cada país do bloco europeu, levando em consideração as
deficiências nas políticas e práticas de concessão de crédito dos bancos
destacados por casos práticos passados. Os Guidelines trazem diretrizes mais robustas e prudenciais visando
a fortalecer o processo de decisão de empréstimos e a qualidade dos ativos no
futuro. Eles substituirão os atualmente em vigor desde 2015.
1 de junho de 2020
9 de maio de 2020
O alcance para o setor financeiro da imprescritibilidade de reparação do dano ambiental
O Supremo Tribunal Federal (STF) acaba de decidir que é
imprescritível a pretensão de reparação civil de dano ambiental. De que modo
essa decisão afeta os negócios do setor financeiro? É o que aqui veremos mais
adiante.
A decisão do STF, do último dia 28/04, é o desfecho do Recurso Extraordinário (RE) 654833/AC, que tratou
do dano causado por madeireiros na exploração de terras indígenas no Acre nos
anos 1980. O referido RE, que foi
apresentado ao STF pelos madeireiros, questionava a imprescritibilidade do dano
ambiental e alegava ser inconstitucional a interpretação conferida em decisão
do Superior Tribunal de Justiça (STJ) a dois artigos da Constituição Federal. O artigo 37,
parágrafo 5º: a lei deve prever prazos de prescrição para ilícitos que causem
prejuízos ao erário, ressalvadas as ações de ressarcimento. E o artigo 225,
parágrafo 3º: as condutas e atividades consideradas lesivas ao meio ambiente
sujeitarão os infratores, pessoas físicas ou jurídicas, a sanções penais e
administrativas, independentemente da obrigação de reparar os danos causados.
15 de janeiro de 2020
Risco climático é destaque em relatório do Fórum Econômico de Davos
Como acontece
anualmente durante a realização do World Economic Forum – WEF (Fórum Econômico
Mundial) em Davos na Suíça, acaba de ser lançada a 15ª. edição do Global Risks
Report 2020 (Relatório de Riscos Globais de 2020). A base para a elaboração
desse Relatório é a pesquisa anual de percepção de riscos globais concluída por
aproximadamente 800 membros das diversas comunidades do WEF (empresários,
acadêmicos e representantes do setor público).
O panorama de
riscos apresentado no Relatório deste ano é dominado pela questão das mudanças
climáticas. Todos os cinco principais riscos por probabilidade de ocorrer e
três por gravidade do seu impacto estão relacionados ao clima. Eis a lista dos
cinco principais riscos globais em termos de probabilidade de ocorrer e
gravidade do impacto (caso ocorram):
18 de novembro de 2019
Bancos anunciam a mais nova versão dos Princípios do Equador
Os bancos
que adotam os Princípios do Equador (Equator Principles) em suas atividades de
financiamento de projetos acabam de anunciar hoje, 18/11, a nova versão desses
Princípios. Trata-se da quarta versão.
Os
Princípios do Equador são um referencial do setor financeiro para identificar,
avaliar e gerenciar riscos socioambientais no financiamento de projetos.
Originalmente lançado em 2003, atualmente 100 instituições financeiras de 37
países adotam os Princípios do Equador e conjuntamente respondem por quase a
totalidade do mercado mundial de project financing. No Brasil, o Unibanco
(atual Itaú-Unibanco) foi o pioneiro na adoção desses Princípios em junho de
2004. Outros bancos brasileiros que adotam os PE são: Bradesco, Brasil, Caixa e
Votorantim.
A quarta
versão dos Princípios do Equador (PE 4) foi atualizada com base na experiência
do grupo de bancos que os utilizam e levou em consideração as sugestões do
processo de consulta pública mundial, realizada entre 24/06 a 23/08 de 2019, junto
a públicos de interesse: participantes do setor financeiro (bancos e seus
clientes), organizações da sociedade civil, reguladores, investidores, consultores
entre outros.
15 de abril de 2019
Agência S&P Global lança ferramenta para medir a "preparação" das empresas para um futuro incerto
A agência de classificação de risco S&P
Global acaba de lançar uma nova ferramenta de avaliação dos fatores Ambiental,
Social e de Governança (Environmental, Social and Governance - ESG, na sigla em
inglês) para melhorar o envolvimento do setor privado com as questões
ambientais como, por exemplo, as mudanças climáticas e outras questões de
responsabilidade social corporativa.
Tendo em vista como os fatores ESG podem afetar as partes interessadas e influenciar o resultado financeiro de uma empresa, o S&P Global Ratings ESG Evaluation objetiva fornecer um referencial de mercado a respeito do impacto da exposição a fatores ESG de uma empresa e sua capacidade para permanecer operando no futuro.
11 de março de 2019
Mercado de Capitais Europeu estabelece regras de governança para investimentos sustentáveis
A Comissão de Mercados de Capitais da União
Europeia (UE) acaba de fechar um acordo definindo novas regras para divulgação
de informações relacionadas a investimentos sustentáveis e riscos sociais,
ambientais e de governança (ESG na sigla em inglês). As regras acordadas entre
o Parlamento Europeu e os seus países membros objetivam fortalecer e
aperfeiçoar a divulgação dessas informações pelos agentes do mercado financeiro,
ofertantes de produtos financeiros para os investidores finais.
As novas regras buscam direcionar recursos
financeiros (linhas de financiamento) às necessidades das agendas de
desenvolvimento sustentável e da neutralidade do carbono da UE. Elas também
estão em linha com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações
Unidas de 2012 e as metas do Acordo de Paris de 2016.
O novo regulamento estabelece como os agentes
do mercado financeiro devem integrar riscos e oportunidades ambientais, sociais
e de governança em seus processos de decisão de negócios. Além disso, como
parte do dever de agir no melhor interesse dos seus clientes investidores,
devem também informá-los sobre a sua conformidade com a integração desses
riscos e oportunidades ESG. A ocorrência de eventos de caráter ESG impacta
adversamente o valor dos investimentos. Daí ser crucial a disponibilidade e a
transparência de informações. Lembremos dos acidentes de Mariana e Brumadinho
aqui no Brasil.
6 de março de 2019
IFC começa a aplicar o Green Loan Principles para alavancar o mercado de empréstimos verdes
A International Finance Corporation – IFC, subsidiária do
Banco Mundial dedicada ao financiamento de projetos do setor privado, começa a
oferecer a seus clientes a opção de estruturar empréstimos de acordo com o Green
Loan Principles – GLP (Princípios para Empréstimos Verdes). A partir dessa
iniciativa a IFC pretende acelerar o crescimento do mercado dos chamados
empréstimos verdes, com foco nos países em desenvolvimento. O mercado de
empréstimos verdes representa atualmente um volume mundial de US$ 33 bilhões, dos quais apenas US$ 1,6 bilhão em mercados emergentes.
Os green loans são qualquer tipo de instrumento de
empréstimo, cujo montante é aplicado exclusivamente para financiar ou refinanciar
projetos que estão em linha com os GLP. Isso basicamente significa que o
projeto deve proporcionar claros e quantificáveis benefícios socioambientais. Projetos
voltados para adaptação e mitigação das mudanças climáticas, conservação da
biodiversidade e preservação de recursos naturais, e prevenção e controle da
poluição são exemplos de projetos que se enquadram no escopo dos GLP.
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