O World Economic Forum (WEF) lançou o Global Risks Report 2026 (21ª edição), que apresenta uma leitura estratégica dos riscos com potencial de gerar impactos sistêmicos sobre a economia global, sociedades e recursos naturais. O relatório tem como base o Global Risks Perception Survey, com contribuições de mais de 1.300 especialistas globais de governos, empresas, academia, organizações internacionais e sociedade civil, que avaliaram 33 riscos globais em horizontes de curto e longo prazo.
A edição de 2026 descreve o cenário internacional como uma “Era
de Competição”, marcada pelo enfraquecimento do multilateralismo, maior
rivalidade entre potências e uso crescente de instrumentos econômicos e
tecnológicos como ferramentas estratégicas. O ambiente é caracterizado por
elevada incerteza e maior risco de crises interconectadas.
No curto prazo (2026–2028), predominam riscos geopolíticos e
sociais. O principal risco apontado para 2026 é o confronto geoeconômico,
associado ao aumento de sanções, tarifas e restrições a capitais, tecnologia e
comércio. Em seguida, destacam-se os conflitos armados entre Estados,
reforçando um cenário de instabilidade e tensões com potencial de escalada.
No longo prazo (até 2036), o relatório indica que os riscos
ambientais voltam a ocupar o centro do debate global. Entre os mais críticos
estão eventos climáticos extremos, perda de biodiversidade e colapso de
ecossistemas e mudanças críticas nos sistemas terrestres, evidenciando que a
degradação ambiental tende a se intensificar.
Em relação ao relatório de 2025, a edição de 2026 confirma a
ascensão do confronto geoeconômico como principal preocupação no curto prazo,
refletindo um mundo mais fragmentado e competitivo. Observa-se ainda uma
redução relativa da prioridade ambiental no curto prazo, influenciada por
crises imediatas, embora os riscos ambientais continuem dominantes no longo
prazo. O relatório também reforça a centralidade da governança da inteligência
artificial, devido ao seu potencial impacto sobre mercados de trabalho,
confiança social e segurança.
Em síntese, o relatório aponta um mundo mais competitivo,
menos coordenado e com riscos crescentemente interdependentes. A capacidade de antecipação,
governança e cooperação será determinante para reduzir vulnerabilidades e
ampliar a resiliência global.
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