Semana passada, justamente quando ocorria a divulgação de um segundo vazamento de petróleo na bacia de Campos, a Fundação Armando Álvares Penteado – FAAP realizou a Conferência Internacional do Petróleo.
Conferência foi presidida pelo prof. José Goldemberg. Os painéis foram coordenados pelo prof. Francisco Paletta, da faculdade de engenharia da FAAP, e tiveram a participação de relevantes especialistas brasileiros e internacionais. O que mais se ouviu da maioria deles diz respeito à falta de transparência da Agência Nacional de Petróleo – ANP e da Petrobras na divulgação de informações, o que tem impedido um debate mais profundo pela sociedade brasileira sobre a exploração pré-sal.
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29 de março de 2012
12 de maio de 2010
Evento discute produção mais limpa e mudanças climáticas
Realizou-se no dia 12/05 a Conferência de Produção Mais Limpa e Mudanças Climáticas da Cidade de São Paulo. Em sua 9ª edição, a Conferência teve por foco o tema “Economia Verde frente às mudanças climáticas”. As palestras abordaram assuntos como a relação entre economia e meio ambiente, redução de gases do efeito estufa, geração de empregos verdes e a situação da cidade de São Paulo dentro desse panorama.
17 de março de 2010
Evento da bolsa discute o mercado voluntário de carbono
Participamos do seminário “Mercado de Carbono Voluntário – novo ambiente de negócios para as empresas brasileiras” realizado na BM&FBOVESPA. O evento contou com palestrantes de empresas especializadas que atuam nesse mercado.
11 de março de 2010
Banco alemão lança política para financiamento de termelétricas à carvão mineral
O banco alemão WestLB, grande financiador do setor energético, lançou uma política ambiental para financiamento de usinas termelétricas à carvão mineral. A iniciativa tem como objetivo estabelecer padrões ambientais mínimos para o setor, considerado um dos maiores emissores de gases de efeito estufa (GEE).
27 de agosto de 2009
Mudanças climáticas: empresas assumem compromisso de reduzir emissões
Nessa semana um grupo de empresas de expressão e dos mais diversos setores de atividades lançaram uma Carta aberta ao Brasil sobre mudanças climáticas, onde assumem os seguintes compromissos:
25 de julho de 2008
Estado da Califórnia adota o primeiro código estadual de construções “verdes” nos EUA
Mais uma vez o estado da Califórnia sai na frente na preservação do maio ambiente. Sua Comissão de Padrões na Construção anunciou semana passada a adoção do primeiro código estadual de construções “verdes” nos Estados Unidos. A adoção desse código resultará na construção de novos edíficios comerciais e residenciais com maior eficiência energética e menor consumo de água.
O governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger, anunciou também que os edifícios de órgãos públicos terão que reduzir em 20% o consumo de energia até 2015. Além disso, todas as novas construções de edifícios públicos ou reformas de edifícios existentes deverão atingir os requerimentos mínimos da certificação LEED (Leadership in Energy & Environmental Design).
De acordo com o Green Building Council americano, os edifícios respondem por 70% do consumo de energia elétrica no país, 12% do consumo de água potável, 30% da geração de resíduos sólidos e pela emissão de 39% dos gases de efeito estufa. Assim, ao fixar metas de redução do uso de energia e água, o novo código de construções da Califórnia irá contribuir para atenuar as alterações climáticas decorrentes do efeito estufa.
No Brasil, iniciativas semelhantes para o setor de construção foram adotadas, por exemplo, na capital de São Paulo (Lei 14.459 de 03/07/07) e no estado do Rio de Janeiro (Lei 5184 de 02/01/2008), onde é obrigatória a utilização de energia solar para aquecer uma parcela da água consumida em prédios novos. Essas iniciativas, além de economizar energia e proteger o meio ambiente, incentivam a expansão e a popularização do uso de energia solar.
Leia aqui o Código de Construções do estado da Califórnia.
Saiba mais sobre a certificação LEDD aqui.
19 de julho de 2008
Novo relatório aponta desafios para o setor florestal
Relatório divulgado no início do mês pelo World Resources Institute – WRI afirma que a indústria de produtos florestais irá enfrentar grandes desafios e oportunidades nos próximos anos em função das mudanças climáticas.
Segundo esse relatório, o maior desafio para produtores de madeira, papel e outros produtos florestais será adaptarem-se à possível imposição de limites para emissões de gases do efeito estufa. Além disso, as mudanças climáticas poderão afetar mais diretamente essa indústria, alterando a produtividade florestal em algumas regiões e forçando empresas a procurarem madeira em outras áreas. O relatório complementa que custos de financiamento e de energia também poderão reduzir ainda mais a margem de lucros do setor.
Por outro lado, o WRI destaca que a importante participação das florestas no ciclo do carbono proporciona uma oportunidade única para a indústria florestal oferecer uma ampla gama de produtos sustentáveis como, por exemplo, materiais de baixa emissão de carbono para a construção civil e biomassa para geração de energia.
A leitura desse mais novo relatório do WRI proporciona a empresas do setor, instituições financeiras e investidores a reflexão sobre como lidar com os mais relevantes riscos e oportunidades associados à indústria de produtos florestais a partir das mudanças do clima.
Confira aqui o relatório.
15 de julho de 2008
Banco francês inova ao avaliar impacto socioambiental indireto de seus produtos
O banco francês Caisse d’Epargne acaba de anunciar uma iniciativa pioneira no campo da sustentabilidade. Desde o mês passado está usando divulgando uma classificação de seus produtos financeiros para que seus clientes possam ser informados quanto ao impacto socioambiental que esses produtos podem causar.
A metodologia foi desenvolvida para inicialmente ser usada em produtos de investimentos. Segundo o Caisse d’Epargne, até o final de 2008 ela deve ser adaptada para outros tipos de produtos e serviços financeiros, como seguros e empréstimos.
De acordo com a metodologia, disponível na internet para que outros bancos possam também utilizá-la, os produtos são classificados em uma escala de 1 a 5 de acordo com três categorias (ilustração abaixo): seu risco financeiro; seu grau de responsabilidade social e ambiental e sua emissão direta e indireta de gases do efeito estufa.
A metodologia foi desenvolvida para inicialmente ser usada em produtos de investimentos. Segundo o Caisse d’Epargne, até o final de 2008 ela deve ser adaptada para outros tipos de produtos e serviços financeiros, como seguros e empréstimos.
De acordo com a metodologia, disponível na internet para que outros bancos possam também utilizá-la, os produtos são classificados em uma escala de 1 a 5 de acordo com três categorias (ilustração abaixo): seu risco financeiro; seu grau de responsabilidade social e ambiental e sua emissão direta e indireta de gases do efeito estufa.

Consideramos essa iniciativa inovadora e muito importante por não somente oferecer maior transparência aos clientes, como também por contribuir para a conscientização dos impactos socioambientais ao se consumir produtos e serviços financeiros.
Acesse aqui a metodologia
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19 de maio de 2008
Programa incentiva empresas a iniciar gerenciamento de emissões
Recentemente foi lançado por empresas nacionais o Programa Brasileiro GHG Protocol, cujo objetivo é o de desenvolver metodologia de inventário e capacitação para o gerenciamento das emissões de gases de efeito estufa. Pensamos que se trata de uma iniciativa importante para que as empresas conheçam suas próprias emissões de carbono e, nesse momento em que o aquecimento do planeta e as mudanças climáticas já começam a impactar os negócios, passem a gerenciar tais emissões.
Para que o programa venha a obter resultados amplos e efetivos, consideramos que seria fundamental as empresas e as instituições financeiras gerenciarem não somente suas próprias emissões, mas também incluírem as emissões de toda a cadeia produtiva e de toda a carteira de crédito, respectivamente.
Aderiram ao programa um total de 16 empresas, das quais 11 brasileiras: Banco do Brasil, Bradesco, CNEC, Copel, Grupo Abril, Natura, Nova Petroquímica, O Boticário, Petrobras, Sadia e Votorantim. Também aderiram as subsidiárias brasileiras da Alcoa, Anglo American, Arcelor Mittal, Ford e Wal-Mart.
Esse programa é o resultado de uma parceria entre o Centro de Estudos em Sustentabilidade da FGV, Ministério do Meio Ambiente, World Resources Institute - WRI, World Business Council for Sustainable Development - WBCSD e Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável – CEBDS.
31 de março de 2008
Banco da Amazônia impõe maior rigor na concessão de crédito
O Banco da Amazônia (BASA) acaba de divulgar novas diretrizes da sua política socioambiental, tornando mais rigorosos os financiamentos para os setores de soja, pecuária de corte e ferro-gusa. Todas as propostas de financiamento desses setores serão pré-avaliadas nas próprias agências do banco e classificadas segundo seu risco socioambiental. Num primeiro momento o banco dará prioridade às médias e grandes empresas e aos médios e grandes produtores. Os projetos serão classificados como de alto risco – A, de risco médio – B ou de baixo risco – C.
Suas novas diretrizes visam promover projetos que sejam exemplares em termos socioambientais e induzir os clientes a adotarem práticas sustentáveis. Haverá restrição de financiamento para atividades que acarretam graves danos ambientais, como a construção de alto-fornos para produção de ferro gusa. Será aplicado um questionário socioambiental no momento da elaboração ou atualização do cadastro dos clientes para avaliação do risco socioambiental.
A iniciativa do BASA de aprimoramento de suas práticas socioambientais é um exemplo interessante de como o setor financeiro pode contribuir na redução do desmatamento na região Amazônica, que é a principal fonte de emissão de gases do efeito estufa no Brasil.
14 de novembro de 2007
Projetos Carbon Free unem empresas e comunidades locais
No dia 10 de novembro a OSCIP Iniciativa Verde iniciou o período de plantio de 2007, prevendo plantar aproximadamente 82.000 árvores de espécies nativas da Mata Atlântica.
O ano de 2007 marca o nascimento de novos fragmentos florestais em seis municípios diferentes de São Paulo e Minas Gerais (Porto Feliz, Sumaré, São Carlos, Lorena, São Francisco Xavier e São Tomaz de Aquino) que juntos somam 50 hectares, ou aproximadamente 100 campos de futebol de Mata Atlântica. Todos os restauros serão feitos às margens de rios e em parceria com agentes locais, maximizando desta forma os benefícios ambientais e sociais dos projetos “Carbon Free” da Iniciativa Verde. Esses projetos têm como objetivo central fazer um elo de ligação entre as empresas que pretendem plantar árvores para neutralizar o carbono emitido em seus processos produtivos e as comunidades locais.
Estas novas florestas proporcionarão a preservação dos recursos hídricos, do solo e da biodiversidade local, contribuindo também para a redução do efeito estufa. Em aproximadamente 30 anos, ao atingir a maturidade, estas árvores terão retirado da atmosfera 15,5 mil toneladas de CO2, principal gás causador do efeito estufa. Para se ter uma idéia, esta emissão de CO2 equivale a percorrer o trecho entre São Paulo e Rio de Janeiro 233.000 vezes em um carro médio a gasolina ou 134.000 vezes de avião.
Assista aqui ao vídeo que registra o início do período de plantio de 2007:
30 de outubro de 2007
1o. encontro do IPCC na América Latina discute propostas para a COP13
Na semana passada participamos do encontro sobre mudanças climáticas organizado pela Secretaria de Estado do Ambiente do Rio de Janeiro e pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, sigla em inglês). O objetivo desse encontro foi discutir o conteúdo da última parte do 4º. Relatório de Avaliação do IPCC sobre mitigação de gases causadores do efeito estufa, que foi divulgada em maio passado.
Participaram desse primeiro encontro do IPCC na América Latina cerca de 250 representantes do setor ambiental, entre cientistas, economistas, políticos, empresários, acadêmicos e líderes do terceiro setor que, juntamente com 11 membros internacionais e cinco membros nacionais do IPCC, irão preparar um documento visando transformar as discussões do encontro em ações efetivas que possam ser incorporadas no âmbito das políticas públicas em todo o país.
Logo na abertura do evento, o secretário estadual do Ambiente do Rio de Janeiro, Carlos Minc, dentre outras iniciativas locais para a mitigação dos efeitos das mudanças climáticas no Estado, destacou que “o licenciamento ambiental passará a levar em conta a vulnerabilidade das mudanças climáticas e recursos hídricos”. A esse respeito lembramos que tramita na Assembléia Legislativa projeto de lei que institui a política estadual sobre mudança global do clima e desenvolvimento sustentável (clique aqui para acessar esse projeto de lei).
Durante o encontro foram apresentadas algumas propostas, das quais destacamos a do integrante do IPCC, Leo Meyer, para taxar as emissões de carbono e investir na mitigação de gases do efeito estufa para atenuar os impactos ao aquecimento global. Ele afirmou que com tributos da ordem de US$ 50 por tonelada de dióxido de carbono (CO2) emitida, não haverá prejuízos financeiros aos países que decidirem adotar essa medida. A também integrante do IPCC, Diana Urge-Vorsatz, apresentou estudos sobre o potencial de mitigação de gases do efeito estufa na construção civil, com medidas de eficiência energética. Entretanto, segundo ela, a adoção dessas medidas ainda esbarra, por exemplo, em barreiras financeiras e regulatórias, demandando o estabelecimento de políticas para viabilizar tais medidas. Em seguida, o secretário executivo do Fórum Paulista de Mudanças Climáticas de São Paulo, Fábio Feldman, destacou a recém criação do Conselho Brasileiro de Construção Sustentável, cujo objetivo é promover o desenvolvimento sustentável em toda a cadeia produtiva da construção civil.
A respeito da necessidade do governo federal implantar um plano de mudanças climáticas, concordamos com as propostas defendidas pelo professor Luiz Pinguelli Rosa, secretário executivo do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, que afirmou que "o Brasil deve ter um plano de ação de mudanças climáticas, independente de metas de redução de emissões de gases de efeito estufa no âmbito do Protocolo de Quioto, que é questão de política externa”. Além disso, defendeu que o governo deveria implementar metas internas de redução do desmatamento, ações de conservação de energia e formas de diminuição da emissão de carbono pelas indústrias e na área dos transportes, entre outras medidas. Na sua avaliação, a necessidade número 1 é a redução do desmatamento, principal responsável pelas emissões de gases de efeito estufa no Brasil.
O documento com os resultados desse encontro será apresentado em evento paralelo na 13ª Conferência das Partes (COP 13) em Bali, no mês de dezembro de 2007.
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