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12 de janeiro de 2022

Global Risks Report 2022 aponta ‘fracasso na ação climática’ como o risco número um da próxima década

O World Economic Forum – WEF acaba de lançar o Global Risks Report 2022. Este Relatório apresenta os resultados de uma Pesquisa de Percepção de Riscos Globais realizada entre quase mil especialistas e líderes mundiais, que identificaram os riscos críticos para seus respectivos 124 países, seguida por uma análise dos principais riscos que emanam das atuais tensões econômica, social, ambiental e tecnológica.

O Relatório identifica os cinco riscos mais graves em escala global ao longo dos próximos 10 anos, sendo três primeiros riscos ambientais e seguidos de dois riscos sociais: 1º Fracasso na ação climática; 2º Condições climáticas extremas; 3º Perda de biodiversidade; 4º Erosão da coesão social; e 5º Crise de meios de subsistência.

Com relação ao Brasil, os respondentes da Pesquisa de Percepção identificaram os seguintes cinco principais riscos, evidenciando a preocupação existente no pais em relação ao baixo crescimento econômico e elevado desemprego: 1º Estagnação econômica prolongada; 2º Crises de emprego e subsistência; 3º Desigualdade de acesso digital; 4º Danos ambientais causados pela ação humana; e 5º Geopolitização de recursos estratégicos.

É interessante destacar também o resultado da Pesquisa de Percepção com relação ao horizonte dos riscos globais (quando os riscos se tornarão uma ameaça crítica para o mundo), no qual os riscos ambientais predominam à medida do maior prazo:

  • No horizonte de curto prazo (0 a 2 anos): 1º Condições climáticas extremas; 2º Crise de meios de subsistência; 3º Fracasso na ação climática; 4º Erosão da coesão social; e 5º Doenças infecciosas.
  • No horizonte de médio prazo (3 a 5 anos): 1º Fracasso na ação climática; 2º Condições climáticas extremas; 3º Erosão da coesão social; 4º Crise de meios de subsistência; e 5º Crise da dívida pública.
  • No horizonte de longo prazo (6 a 10 anos): 1º Fracasso na ação climática; 2º Condições climáticas extremas; 3º Perda de biodiversidade; 4º Crise de recursos naturais; e 5º Danos ambientais causados pela ação humana.

Principalmente por causa da crise sanitária e dos riscos econômicos que se aprofundaram com a pandemia da COVID 19, o Relatório de 2022 identifica o risco de ‘fracasso na adoção de medidas de combate às mudanças climáticas’ como o risco número um da próxima década. Há um aumento na percepção desse risco, uma vez que já vinha sendo listado nos Relatórios anteriores.

O fato de os riscos ambientais predominarem no horizonte de mais longo prazo revela a urgente necessidade de os países e o setor privado mobilizarem recursos financeiros destinados a introduzir tecnologias para reduzir as emissões de carbono, limitando o aumento da temperatura do planeta em até 1,5º C acima do nível pré-industrial, conforme o compromisso que assumiram na última Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2021 (COP26). Os respondentes da Pesquisa de Percepção, contudo, demonstram ceticismo em relação a esse compromisso.

 

Leia aqui o Global Risks Report 2022.

26 de agosto de 2010

Decisões de investimentos precisam considerar impactos das mudanças climáticas, afirma Azevedo

Em sua palestra de hoje “Mudanças Climáticas pós-Copenhague: um olhar sobre os desafios de 2010 em diante”, realizada na Federação Brasileira de Bancos – Febraban, Tasso Resende de Azevedo afirmou que as áreas de investimentos precisam levar em consideração

5 de agosto de 2010

Mudanças climáticas e perspectivas para o Brasil

Ontem o professor Eduardo Viola, da Universidade de Brasília, em sua palestra "A dinâmica das potências climáticas e as perspectivas da transição ao baixo carbono", apresentou uma panorama sobre o papel dos principais países que influenciam a governança climática global.

Resumidamente, o prof. Viola acredita

22 de dezembro de 2009

José Eli da Veiga lança livro trazendo reflexões acerca do desenvolvimento com baixas emissões de carbono

Na semana passada participamos do lançamento do novo livro do professor José Eli da Veiga: Mundo em Transe – do aquecimento global ao ecodesenvolvimento. Em sua apresentação, o autor tratou de uma das questões centrais do livro: o desenvolvimento perante o atual cenário de mudanças climáticas e a necessidade de transição para uma economia de baixa emissão de carbono. Levantou alguns aspectos dessa transição, como as seguranças energética e alimentar e o acesso à tecnologia.

19 de setembro de 2009

Investidores internacionais divulgam declaração sobre mudanças climáticas

Essa semana, instituições financeiras internacionais divulgaram um documento alertando sobre a necessidade de se alcançar um acordo global sobre o clima, como condição para garantir os recursos financeiros necessários à migração para uma economia de baixa emissão de carbono.

30 de outubro de 2007

1o. encontro do IPCC na América Latina discute propostas para a COP13

Na semana passada participamos do encontro sobre mudanças climáticas organizado pela Secretaria de Estado do Ambiente do Rio de Janeiro e pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, sigla em inglês). O objetivo desse encontro foi discutir o conteúdo da última parte do 4º. Relatório de Avaliação do IPCC sobre mitigação de gases causadores do efeito estufa, que foi divulgada em maio passado. Participaram desse primeiro encontro do IPCC na América Latina cerca de 250 representantes do setor ambiental, entre cientistas, economistas, políticos, empresários, acadêmicos e líderes do terceiro setor que, juntamente com 11 membros internacionais e cinco membros nacionais do IPCC, irão preparar um documento visando transformar as discussões do encontro em ações efetivas que possam ser incorporadas no âmbito das políticas públicas em todo o país. Logo na abertura do evento, o secretário estadual do Ambiente do Rio de Janeiro, Carlos Minc, dentre outras iniciativas locais para a mitigação dos efeitos das mudanças climáticas no Estado, destacou que “o licenciamento ambiental passará a levar em conta a vulnerabilidade das mudanças climáticas e recursos hídricos”. A esse respeito lembramos que tramita na Assembléia Legislativa projeto de lei que institui a política estadual sobre mudança global do clima e desenvolvimento sustentável (clique aqui para acessar esse projeto de lei). Durante o encontro foram apresentadas algumas propostas, das quais destacamos a do integrante do IPCC, Leo Meyer, para taxar as emissões de carbono e investir na mitigação de gases do efeito estufa para atenuar os impactos ao aquecimento global. Ele afirmou que com tributos da ordem de US$ 50 por tonelada de dióxido de carbono (CO2) emitida, não haverá prejuízos financeiros aos países que decidirem adotar essa medida. A também integrante do IPCC, Diana Urge-Vorsatz, apresentou estudos sobre o potencial de mitigação de gases do efeito estufa na construção civil, com medidas de eficiência energética. Entretanto, segundo ela, a adoção dessas medidas ainda esbarra, por exemplo, em barreiras financeiras e regulatórias, demandando o estabelecimento de políticas para viabilizar tais medidas. Em seguida, o secretário executivo do Fórum Paulista de Mudanças Climáticas de São Paulo, Fábio Feldman, destacou a recém criação do Conselho Brasileiro de Construção Sustentável, cujo objetivo é promover o desenvolvimento sustentável em toda a cadeia produtiva da construção civil. A respeito da necessidade do governo federal implantar um plano de mudanças climáticas, concordamos com as propostas defendidas pelo professor Luiz Pinguelli Rosa, secretário executivo do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, que afirmou que "o Brasil deve ter um plano de ação de mudanças climáticas, independente de metas de redução de emissões de gases de efeito estufa no âmbito do Protocolo de Quioto, que é questão de política externa”. Além disso, defendeu que o governo deveria implementar metas internas de redução do desmatamento, ações de conservação de energia e formas de diminuição da emissão de carbono pelas indústrias e na área dos transportes, entre outras medidas. Na sua avaliação, a necessidade número 1 é a redução do desmatamento, principal responsável pelas emissões de gases de efeito estufa no Brasil. O documento com os resultados desse encontro será apresentado em evento paralelo na 13ª Conferência das Partes (COP 13) em Bali, no mês de dezembro de 2007.