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17 de março de 2011

Quando o tema é energia nuclear só existem mesmo controvérsias

Foi com essa afirmação que o prof. José Eli da Veiga iniciou a mesa redonda para lançamento do livro Energia Nuclear do anátema ao diálogo. Realizado ontem, esse evento contou com as palestras dos co-autores do livro: prof. Leonam dos Santos Guimarães, a favor da opção nuclear; e prof. José Goldemberg, no contraditório. O assunto atrai ainda mais a atenção, após o acidente na usina nuclear de Fukushima e as notícias sobre contaminação por radiação no Japão.

11 de março de 2010

Banco alemão lança política para financiamento de termelétricas à carvão mineral

O banco alemão WestLB, grande financiador do setor energético, lançou uma política ambiental para financiamento de usinas termelétricas à carvão mineral. A iniciativa tem como objetivo estabelecer padrões ambientais mínimos para o setor, considerado um dos maiores emissores de gases de efeito estufa (GEE).

7 de maio de 2009

Evento discute sustentabilidade na área de TI

Participamos na semana passada da série “Diálogos Itaú de Sustentabilidade”, cujo tema foi Tecnologia da Informação (TI) “verde”. Aerton Paiva, da Apel Consultoria, fez uma introdução sobre sustentabilidade nos negócios e a necessidade de sua aplicação ao mercado de TI – não somente no hardware como também no software. Como pontos fundamentais, destacou a necessidade, em caráter de urgência, da definição de critérios e metas de desempenho ambiental e seu respectivo monitoramento, aspecto esse que considera imprescindível para o avanço de sistemas de informação mais sustentáveis. Em seguida, foram apresentados dois casos: da IBM e da Itautec. Ganhos de eficiência no consumo de energia é a principal linha de ação em comum entre ambas as empresas no sentido de reduzir a pegada ecológica de suas atividades. A Itautec apresentou suas iniciativas relacionadas ao descarte e reciclagem pós consumo e a fabricação de produtos livre de metais pesados. Com relação à eliminação de insumos tóxicos, a empresa informou que está utilizando as normais internacionais RoHS (Restriction on Hazardous Substances) e Lead Free (ausência de chumbo), bem como a norma Weee (Waste Electrical and Electronic Equipment) para a reciclagem de produtos ao fim de sua vida útil. Buscando reduzir o consumo de recursos naturais e prepararem-se para uma economia que caminha na direção da baixa emissão de carbono, as empresas deveriam reforçar suas diretrizes de sustentabilidade em toda a cadeia da infraestrutura de TI. (Gabriela Amorozo colaborou neste post)

22 de janeiro de 2009

Debate aponta possível saída para a crise: economia de baixo carbono

O Instituto Ethos realizou hoje um debate sobre a crise econômica no Brasil. Os debatedores foram: José Eli da Veiga - professor da FEA-USP, John Welch - economista-global do Banco Itaú, Sérgio Besserman Vianna - professor da PUC-RJ e João Carlos Ferraz - diretor de planejamento do BNDES. O debate foi moderado pela jornalista Miriam Leitão da Globonews e da rádio CBN. Os debatedores foram unânimes em afirmar que a crise é profunda, com efeitos ainda não totalmente identificados e de longa recuperação. Os professores José Eli e Sérgio Besserman concordam que a crise não terá saída, a não ser que a economia caminhe para o chamado “baixo carbono” (drástica redução da emissão de gases do efeito estufa, responsáveis pelo aquecimento do planeta e pelas mudanças do clima). Eles afirmaram também que esgotou o tempo de pensar que a sustentabilidade ambiental é um anexo do desenvolvimento econômico. Acrescentaram ainda que a crise acaba servindo como um freio de “arrumação” da economia mundial, cuja matriz energética atual aquece o planeta de forma intolerável e as emissões de carbono não são precificadas. O prof. José Eli disse que enquanto emitir carbono não custar caro, nada irá acontecer para substituição dos combustíveis fósseis como principal fonte de energia do planeta. Ele acredita, porém, que cedo ou tarde essa substituição acontecerá. Nessa direção, o prof. Besserman sugere às empresas investirem em projetos de eficiência energética e descarbonização de suas atividades. É nesse mesmo sentido que acreditamos as instituições financeiras deveriam seguir: numa visão de mais longo prazo, rever suas estratégias à luz de uma economia que caminha na direção do baixo carbono em resposta aos impactos das mudanças do clima no ambiente de negócios.

4 de julho de 2008

Agência lança rating inédito para projetos de crédito de carbono

Vale a pena conferir o recém-lançado serviço de rating de projetos de redução das emissões de carbono. O rating é uma novidade da empresa Carbon Ratings Agency, que irá atribuir classificação semelhante ao conhecido rating de crédito (AAA, AA, A, etc). Com a criação desse novo rating a Carbon Ratings busca soluções para os problemas hoje existentes em projetos regulados pelo Mecanismo de Desenvolvimento Limpo – MDL do Protocolo de Quioto e em projetos desenvolvidos fora desse mecanismo: geração efetiva da quantidade de créditos previstos. A Carbon Ratings irá também considerar os benefícios econômicos e sociais que os projetos trazem, ou não.

Os idealizadores do novo rating afirmam que os projetos aptos a obter créditos de carbono valem atualmente cerca de €8,5 bilhões e poderiam atingir o valor de €100 bilhões no ano de 2020, o que contribuiria com os esforços para redução de emissões de CO2. Os investidores que acessam esse mercado procuram projetos de qualidade, que minimizem o risco de desempenho. O novo serviço de rating vai justamente nessa direção: dar maior transparência ao mercado de créditos de carbono, ajudar os investidores a diferenciar os créditos ofertados, contribuindo para que esse mercado passe a funcionar como o de outros ativos.

Ao lançar o novo serviço, a Carbon Ratings avaliou uma amostra representativa de 25 projetos elaborados dentro do MDL, inclusive no Brasil, revelando em seu relatório que poucos atingiram a classificação AA e que muitos não estão atingindo as metas de volume de créditos projetadas. Apesar de os desempenhos variarem de país para país, os projetos de energias renováveis e eficiência energética são os que apresentam melhor desempenho e os de minas de carvão o maior risco.

Leia aqui o relatório da Carbon Ratings Agency

8 de abril de 2008

Unibanco obtém linha inédita do IFC

O Unibanco acaba de anunciar que obteve uma linha inédita de crédito da IFC para financiar projetos nas áreas de energia renovável, eficiência energética e construção sustentável (edificações "verdes"). É o primeiro empréstimo da IFC com esse foco para um banco brasileiro. Segundo a IFC, o pioneirismo foi um dos fatores principais para a escolha do banco. O Unibanco foi a primeira instituição financeira de países emergentes a aderir aos Princípios do Equador, em junho de 2004.