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5 de agosto de 2021

BNDES amplia a iniciativa de cortar juros para setores comprometidos com redução de carbono

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES acaba de anunciar que reduzirá a taxa de juros nos financiamentos que concede a setores comprometidos com a redução das emissões de carbono. Esta importante iniciativa trata-se de uma ampliação do Programa BNDES de Incentivo à Redução de Emissões de Carbono (CO2), que o banco lançou em janeiro de 2021 para o setor de combustíveis – BNDES RenovaBio. Paralelamente a esse anúncio, o BNDES também decidiu deixar de conceder financiamentos a projetos do setor de produção e de usinas térmicas movidas a carvão mineral.

Por meio do RenovaBio o BNDES concede financiamentos visando estimular empresas produtoras de biocombustíveis a melhorar sua eficiência energético-ambiental. As empresas que, ao longo do período de pagamento dos empréstimos, alcançarem as metas de redução de emissão de CO2 estipuladas pelo programa terão redução de até 0,4 ponto percentual na taxa de juros, caso a empresa comprove, após ter alcançado as metas de redução de emissão de carbono definidas pelo BNDES RenovaBio.

Agora o BNDES estende essa iniciativa a outros setores grandes emissores de carbono, como metalurgia e siderurgia. Com essa ampliação, o BNDES objetiva incentivar a criação de um mercado de carbono dentro da sua carteira de crédito:  empresas de setores que retiram carbono do meio ambiente poderiam negociar créditos de carbono com empresas que têm o desafio de reduzir sua pegada de carbono.

Sendo um dos maiores bancos de desenvolvimento do mundo e, hoje, o principal instrumento do Governo Federal para o financiamento de longo prazo e investimento em todos os segmentos da economia brasileira, o BNDES têm o poder de repercutir essas iniciativas em todo o setor financeiro brasileiro e contribuir com o processo de transição das empresas para a economia de baixo carbono. Além disso, elas estão em linha com as recentes diretrizes do Banco Central do Brasil que visam avançar a pauta ESG no setor financeiro, a saber: a revisão da Política de Responsabilidade Socioambiental das instituições financeira (Resolução 4327/2014) para aperfeiçoar a definição de risco socioambiental e incluir o conceito de risco climático; e aprimorar os critérios de publicação de informações sobre os riscos e as oportunidades associadas às mudanças climáticas.

17 de março de 2010

Evento da bolsa discute o mercado voluntário de carbono

Participamos do seminário “Mercado de Carbono Voluntário – novo ambiente de negócios para as empresas brasileiras” realizado na BM&FBOVESPA. O evento contou com palestrantes de empresas especializadas que atuam nesse mercado.

11 de março de 2010

Banco alemão lança política para financiamento de termelétricas à carvão mineral

O banco alemão WestLB, grande financiador do setor energético, lançou uma política ambiental para financiamento de usinas termelétricas à carvão mineral. A iniciativa tem como objetivo estabelecer padrões ambientais mínimos para o setor, considerado um dos maiores emissores de gases de efeito estufa (GEE).

10 de setembro de 2009

Evento coloca em discussão os desafios para o mercado de carbono e as mudanças do clima

Participamos hoje do III Seminário Crédito de Carbono e Mudanças Climáticas promovido pelo Jornal Valor Econômico, cujo tema foi Propostas e Desafios para a Sustentabilidade Ambiental. Na fala de praticamente todos os palestrantes lembrou-se da Conferência de Copenhague, que ocorrerá em dezembro, e do desafio dos países em estabelecer metas mundiais de redução de emissões.

4 de julho de 2008

Agência lança rating inédito para projetos de crédito de carbono

Vale a pena conferir o recém-lançado serviço de rating de projetos de redução das emissões de carbono. O rating é uma novidade da empresa Carbon Ratings Agency, que irá atribuir classificação semelhante ao conhecido rating de crédito (AAA, AA, A, etc). Com a criação desse novo rating a Carbon Ratings busca soluções para os problemas hoje existentes em projetos regulados pelo Mecanismo de Desenvolvimento Limpo – MDL do Protocolo de Quioto e em projetos desenvolvidos fora desse mecanismo: geração efetiva da quantidade de créditos previstos. A Carbon Ratings irá também considerar os benefícios econômicos e sociais que os projetos trazem, ou não.

Os idealizadores do novo rating afirmam que os projetos aptos a obter créditos de carbono valem atualmente cerca de €8,5 bilhões e poderiam atingir o valor de €100 bilhões no ano de 2020, o que contribuiria com os esforços para redução de emissões de CO2. Os investidores que acessam esse mercado procuram projetos de qualidade, que minimizem o risco de desempenho. O novo serviço de rating vai justamente nessa direção: dar maior transparência ao mercado de créditos de carbono, ajudar os investidores a diferenciar os créditos ofertados, contribuindo para que esse mercado passe a funcionar como o de outros ativos.

Ao lançar o novo serviço, a Carbon Ratings avaliou uma amostra representativa de 25 projetos elaborados dentro do MDL, inclusive no Brasil, revelando em seu relatório que poucos atingiram a classificação AA e que muitos não estão atingindo as metas de volume de créditos projetadas. Apesar de os desempenhos variarem de país para país, os projetos de energias renováveis e eficiência energética são os que apresentam melhor desempenho e os de minas de carvão o maior risco.

Leia aqui o relatório da Carbon Ratings Agency

27 de fevereiro de 2008

BNDES lança fundo inédito para projetos ambientais

O BNDES acaba de anunciar o lançamento do primeiro fundo de investimento em participações do Brasil voltado exclusivamente para projetos ambientais no âmbito do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) previsto no Protocolo de Kyoto. A estimativa do BNDES é de que o patrimônio do Fundo Brasil Sustentabilidade (FBS) ficará entre R$ 250 milhões a R$ 400 milhões, sendo que a BNDES Participações - BNDESPAR, subsidiária do banco, participará com R$ 100 milhões. O fundo tem prazo de duração de oito anos, prorrogável por até dois anos. O período de investimento é de quatro anos, podendo ser estendido por até um ano. A política de investimento do FBS terá como foco empresas com atividades associadas a projetos com potencial de reduzir a emissão de gases do efeito estufa e gerar créditos de carbono, conforme previsto no mecanismo do Protocolo de Kyoto. O fundo tem a sua taxa de performance vinculada ao sucesso da empresa apoiada obter créditos de carbono. Consideramos o lançamento desse novo fundo do BNDES uma iniciativa relevante no sentido de introduzir a variável ambiental na indústria brasileira de fundos e contribuir para aumentar a conscientização dos investidores sobre as questões ambientais.

14 de novembro de 2007

Projetos Carbon Free unem empresas e comunidades locais

No dia 10 de novembro a OSCIP Iniciativa Verde iniciou o período de plantio de 2007, prevendo plantar aproximadamente 82.000 árvores de espécies nativas da Mata Atlântica. O ano de 2007 marca o nascimento de novos fragmentos florestais em seis municípios diferentes de São Paulo e Minas Gerais (Porto Feliz, Sumaré, São Carlos, Lorena, São Francisco Xavier e São Tomaz de Aquino) que juntos somam 50 hectares, ou aproximadamente 100 campos de futebol de Mata Atlântica. Todos os restauros serão feitos às margens de rios e em parceria com agentes locais, maximizando desta forma os benefícios ambientais e sociais dos projetos “Carbon Free” da Iniciativa Verde. Esses projetos têm como objetivo central fazer um elo de ligação entre as empresas que pretendem plantar árvores para neutralizar o carbono emitido em seus processos produtivos e as comunidades locais. Estas novas florestas proporcionarão a preservação dos recursos hídricos, do solo e da biodiversidade local, contribuindo também para a redução do efeito estufa. Em aproximadamente 30 anos, ao atingir a maturidade, estas árvores terão retirado da atmosfera 15,5 mil toneladas de CO2, principal gás causador do efeito estufa. Para se ter uma idéia, esta emissão de CO2 equivale a percorrer o trecho entre São Paulo e Rio de Janeiro 233.000 vezes em um carro médio a gasolina ou 134.000 vezes de avião. Assista aqui ao vídeo que registra o início do período de plantio de 2007:

27 de setembro de 2007

Fortis adquire lote de créditos de carbono no primeiro leilão da BM&F

A Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F) realizou ontem o primeiro leilão público de créditos de carbono desde a ratificação do Protocolo de Kyoto. O vencedor do leilão foi a instituição financeira belgo-holandesa Fortis, que comprou as 808,5 mil toneladas de CO² equivalente da prefeitura de São Paulo ao valor de 16,20 euros por tonelada, totalizando R$ 34,5 milhões. Vários negócios de balcão com créditos de carbono têm sido realizados por empresas brasileiras, sempre diretamente com interessados nos países desenvolvidos, com a intermediação de bancos ou consultorias. Mas essa é primeira vez que um negócio é realizado em bolsa, por meio da internet. Segundo o presidente da BM&F, Manuel Félix Cintra Neto, não devem ocorrer novos leilões de créditos de carbono na BM&F este ano, mas em 2008 deverão ocorrer cerca de dez leilões com a participação de vendedores públicos e privados. Esse primeiro leilão da BM&F, que contou com lances de 9 instituições, dá maior credibilidade à venda de créditos de carbono, confirmando que a procura por esses créditos tende a crescer nos próximos leilões e pode contribuir para estimular o número de projetos brasileiros de seqüestro de carbono.

19 de setembro de 2007

BM&F realizará primeiro leilão público de créditos de carbono do mundo

O leilão que a Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F) fará no dia 26 de setembro marca a estréia do Mercado Brasileiro de Reduções de Emissões, sendo o primeiro leilão público desde a ratificação do Protocolo de Kyoto, em fevereiro de 2005. Os títulos que serão negociados na BM&F têm como base o projeto Bandeirantes de Gás de Aterro e Geração de Energia. Os créditos serão ofertados pela Prefeitura de São Paulo e correspondem a 808,5 mil toneladas de gases de efeito estufa com a expectativa de captação de R$ 30 milhões. Esse primeiro leilão da BM&F vai estimular o marco regulatório para o comércio de crédito de carbono, conferindo transparência e estimulando o crescimento desse mercado no Brasil. Segundo informação do BNDES, esse mercado tem potencial de US$ 1,2 bilhão de dólares até 2012 no país.