7 de maio de 2009
Evento discute sustentabilidade na área de TI
Participamos na semana passada da série “Diálogos Itaú de Sustentabilidade”, cujo tema foi Tecnologia da Informação (TI) “verde”. Aerton Paiva, da Apel Consultoria, fez uma introdução sobre sustentabilidade nos negócios e a necessidade de sua aplicação ao mercado de TI – não somente no hardware como também no software. Como pontos fundamentais, destacou a necessidade, em caráter de urgência, da definição de critérios e metas de desempenho ambiental e seu respectivo monitoramento, aspecto esse que considera imprescindível para o avanço de sistemas de informação mais sustentáveis.
Em seguida, foram apresentados dois casos: da IBM e da Itautec. Ganhos de eficiência no consumo de energia é a principal linha de ação em comum entre ambas as empresas no sentido de reduzir a pegada ecológica de suas atividades. A Itautec apresentou suas iniciativas relacionadas ao descarte e reciclagem pós consumo e a fabricação de produtos livre de metais pesados. Com relação à eliminação de insumos tóxicos, a empresa informou que está utilizando as normais internacionais RoHS (Restriction on Hazardous Substances) e Lead Free (ausência de chumbo), bem como a norma Weee (Waste Electrical and Electronic Equipment) para a reciclagem de produtos ao fim de sua vida útil.
Buscando reduzir o consumo de recursos naturais e prepararem-se para uma economia que caminha na direção da baixa emissão de carbono, as empresas deveriam reforçar suas diretrizes de sustentabilidade em toda a cadeia da infraestrutura de TI.
(Gabriela Amorozo colaborou neste post)
30 de abril de 2009
Itaú Unibanco reforça estratégia de sustentabilidade
Participamos ontem da apresentação da estrutura da nova Governança de Sustentabilidade do Itaú Unibanco e da sua recém-consolidada Política de Sustentabilidade. Nesse evento foi divulgado também o Relatório Anual de Sustentabilidade 2008, já unificando os dois bancos.
21 de abril de 2009
Banco Real lança curso on-line para difundir práticas de sustentabilidade
O Banco Real acaba de lançar o primeiro capítulo de um curso sobre sustentabilidade on-line. Utilizando uma linguagem objetiva e dinâmica, o curso, que integra o Espaço Banco Real de Práticas em Sustentabilidade, visa a difundir práticas de sustentabilidade entre as pessoas e as empresas.
Cada capítulo do curso aborda o seguinte:
Capítulo 1 - Jeitos de ver o mundo: apresenta um dia na rotina de um personagem (Roberto) por meio da ótica social, ambiental e econômica, mostrando a integração dessas três dimensões da sustentabilidade. Será lançado amanhã dia 22/04.
Capítulo 2 - A sustentabilidade: apresenta o conceito de sustentabilidade e suas principais implicações no dia-a-dia, nos negócios e no mundo. Lançamento previsto para maio.
Capítulo 3 - Já estamos reinventando: mostra como esse novo olhar está influenciando novos comportamentos e abrindo oportunidades para indivíduos, sociedades e negócios. Lançamento previsto para junho.
Ao lançar esse mais novo curso, o Banco Real contribui para disseminar o tema e compartilhar com a sociedade sua experiência em sustentabilidade.
Vale a pena conferir o curso! Clique aqui.
14 de abril de 2009
Sustentabilidade do setor logístico é debatida em seminário
Participamos na semana passada do 6º Seminário Internacional em Logística Agroindustrial realizado na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz – ESALQ, em Piracicaba, cujo tema este ano foi “Logística x Meio Ambiente”.
Nossa palestra no painel Sustentabilidade Logística abordou o impacto das mudanças climáticas no ambiente de negócios e quais iniciativas as empresas do setor de logística estão implantando para gerenciar riscos socioambientais. Dentre outras iniciativas de sustentabilidade que apresentamos, merece destaque a estratégia de mudanças climáticas utilizada pela empresa espanhola Abertis, integrante do Dow Jones Sustainability Index, que além de medidas visando a redução do uso de recursos naturais, apresenta uma extensa lista de medidas para mitigar sua contribuição para as mudanças climáticas (Corporate Social Responsability Report 2008).
Esse painel contou ainda com a participação de dois palestrantes internacionais, que trouxeram a experiência de iniciativas de sustentabilidade na cadeia de fornecedores na Europa. Os diferentes pontos de vista apresentados ao longo do seminário foram fundamentais para tornar o evento bastante interessante ao público presente.
Saiba mais sobre o evento e faça o download das palestras
Leia sobre a estratégia de mudanças climáticas da empresa Abertis
8 de abril de 2009
Bancos privados adotam o Protocolo Verde
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban), que congrega os bancos privados do país, assinou ontem o Protocolo Verde. O documento, que já tem a adesão dos bancos públicos BNDES, Banco da Amazônia, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Banco do Nordeste do Brasil, é um compromisso de conceder financiamento apenas a empresas ou projetos que se comprometam com a questão da sustentabilidade.
Consideramos a adesão dos bancos privados ao Protocolo Verde uma iniciativa importante para que as variáveis social e ambiental passem a integrar a estratégia de negócios de um número cada vez maior de bancos. O presidente da Febraban Fabio Barbosa, ressaltou que a assinatura do Protocolo é mais um sinal de que o movimento de sustentabilidade está em franca expansão no setor.
Os primeiros bancos privados que aderiram ao protocolo são: Bradesco, Cacique, Citi, HSBC, Itaú Unibanco, Safra e Santander Brasil – Real.
Leio o Protocolo Verde
Outros posts sobre Protocolo Verde
6 de abril de 2009
EUA: seguradoras deverão informar sobre o impacto das mudanças climáticas
Recentemente, a National Association of Insurance Commissioners – NAIC, órgão regulador do setor segurador dos Estados Unidos, tornou obrigatória a divulgação pública de informações pelas companhias seguradoras sobre os riscos financeiros decorrentes das mudanças climáticas em seus negócios e que medidas estão adotando para enfrentá-los. Esta decisão foi uma vitória para a rede Ceres de investidores e organizações ambientalistas, que há cerca de 2 anos vinha propondo às seguradoras maior transparência de informações a respeito desses riscos
Para cumprir essa nova exigência da NAIC, as seguradoras terão que avaliar o risco climático de seus clientes. Elas também deverão divulgar como estão adaptando sua gestão de risco à luz dos desafios das mudanças do clima e que medidas estão adotando para orientar os formuladores de políticas públicas e seus clientes sobre os riscos das mudanças climáticas. A rede Ceres espera que a nova regulamentação da NAIC, incentive a Securities and Exchange Commission – SEC, comissão de valores mobiliários dos EUA, a adotar medida semelhante para todas as empresas com ações negociadas em bolsas de valores.
Em um documento que lançou em 2008, a NAIC advertia que as mudanças climáticas representam um “desafio sem precedentes para as seguradoras”. Seria hora do órgão regulador do setor de seguros e das companhias seguradoras brasileiros dedicarem mais atenção à questão das mudanças do clima no ambiente de negócios, não somente com relação aos riscos, mas principalmente quanto a novas oportunidades de negócios. Algumas seguradoras americanas já estão oferecendo novos produtos visando reduzir seus riscos e ajudar a combater as mudanças do clima. Esses produtos incluem diretrizes para edificações “verdes”, proteção contra secas em paises em desenvolvimento e incentivos para investimento em energias renováveis.
Leia aqui o press release da rede Ceres
1 de abril de 2009
Em meio à crise, banco Standard Chartered reforça estratégia em sustentabilidade
Em meio à turbulência resultante da crise financeira, o banco Standard Chartered dá uma clara demonstração de que este é o momento para investir em sustentabilidade. O banco acaba de divulgar 13 diretrizes para lidar com as questões socioambientais no financiamento de setores com mais alto impacto. Estas diretrizes incluem, além de mudanças climáticas e trabalho infantil, os seguintes setores de atividades: florestas e óleo de palma, mineração e metalurgia, hidrelétricas, biocombustíveis, energia de combustíveis fósseis, transporte de materiais perigosos, fumo, petróleo e gás, jogos de azar, energia nuclear e desmanche de navios.
Para a elaboração dessas diretrizes destacamos o fato do banco Standard Chartered ter consultado um grupo de stakeholders: ONGs, investidores focados em sustentabilidade e especialistas. A adoção destas diretrizes reforça a política de risco socioambiental do banco em vigor há 10 anos. O banco também é signatário dos Princípios do Equador e do Climate Principles.
O objetivo do banco é o de também atuar de forma pró-ativa, contribuindo com o aprimoramento das práticas de gestão socioambiental de seus clientes. Mike Rees, presidente da área de atacado do Standard Chartered, afirmou: “Se um cliente não quer conversar sobre essas coisas, a questão para nós é se queremos trabalhar com esse tipo de cliente.” Simultaneamente ao lançamento das novas diretrizes, o banco anunciou que irá implantar um programa de treinamento de seus colaboradores sobre sustentabilidade no processo de decisão de crédito.
Consideramos bastante oportuna a iniciativa do banco SC de reforçar sua estratégia de sustentabilidade nos negócios, inclusive pela adoção de diretriz específica para lidar com o impacto das mudanças climáticas. Desse modo, o banco se prepara para rever seu perfil de clientes à luz de uma economia que caminha na direção da baixa emissão de carbono.
Conheça as novas diretrizes do banco Standard Chartered e suas outras práticas de sustentabilidade
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