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1 de abril de 2009
Em meio à crise, banco Standard Chartered reforça estratégia em sustentabilidade
Em meio à turbulência resultante da crise financeira, o banco Standard Chartered dá uma clara demonstração de que este é o momento para investir em sustentabilidade. O banco acaba de divulgar 13 diretrizes para lidar com as questões socioambientais no financiamento de setores com mais alto impacto. Estas diretrizes incluem, além de mudanças climáticas e trabalho infantil, os seguintes setores de atividades: florestas e óleo de palma, mineração e metalurgia, hidrelétricas, biocombustíveis, energia de combustíveis fósseis, transporte de materiais perigosos, fumo, petróleo e gás, jogos de azar, energia nuclear e desmanche de navios.
Para a elaboração dessas diretrizes destacamos o fato do banco Standard Chartered ter consultado um grupo de stakeholders: ONGs, investidores focados em sustentabilidade e especialistas. A adoção destas diretrizes reforça a política de risco socioambiental do banco em vigor há 10 anos. O banco também é signatário dos Princípios do Equador e do Climate Principles.
O objetivo do banco é o de também atuar de forma pró-ativa, contribuindo com o aprimoramento das práticas de gestão socioambiental de seus clientes. Mike Rees, presidente da área de atacado do Standard Chartered, afirmou: “Se um cliente não quer conversar sobre essas coisas, a questão para nós é se queremos trabalhar com esse tipo de cliente.” Simultaneamente ao lançamento das novas diretrizes, o banco anunciou que irá implantar um programa de treinamento de seus colaboradores sobre sustentabilidade no processo de decisão de crédito.
Consideramos bastante oportuna a iniciativa do banco SC de reforçar sua estratégia de sustentabilidade nos negócios, inclusive pela adoção de diretriz específica para lidar com o impacto das mudanças climáticas. Desse modo, o banco se prepara para rever seu perfil de clientes à luz de uma economia que caminha na direção da baixa emissão de carbono.
Conheça as novas diretrizes do banco Standard Chartered e suas outras práticas de sustentabilidade
4 de dezembro de 2008
Instituições financeiras lançam diretrizes para mudanças climáticas
Cinco instituições financeiras internacionais, Crédit Agricole, HSBC, Munich Re, Standard Chartered e Swiss Re, acabam de lançar o The Climate Principles (Princípios Climáticos). Esses Princípios são um conjunto de diretrizes voluntárias para orientar o setor financeiro na gestão das mudanças climáticas nas seguintes áreas de negócios: administração de recursos, análise de investimento, varejo, seguros e resseguros, atacado, mercado de capitais e financiamento de projetos.
Entre os compromissos assumidos pelas instituições que aderem aos Princípios Climáticos, destacamos o de considerar nas decisões de negócios os riscos e as oportunidades associadas às mudanças do clima e desenvolver produtos e serviços aos seus clientes com foco climático. Tudo indica que as instituições, desde agora, se comprometem a fazer com que os Princípios venham a resultar em políticas consistentes de mudanças climáticas e energia.
Nesse momento da crise financeira, o lançamento dos Princípios Climáticos contraria a opinião de alguns que colocam em dúvida a continuidade dos investimentos para combater as mudanças climáticas. Consideramos oportuno que as instituições financeiras brasileiras avaliem a adesão a esses Princípios.
Saiba mais sobre os Princípios Climáticos aqui.
Também sobre o impacto das mudanças climáticas no setor financeiro, leia aqui sobre a iniciativa The Carbon Principles.
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