18 de junho de 2009

Evento da GRI aborda tendências nos relatórios de sustentabilidade

Participamos nesta semana da reunião dos stakeholders organizacionais brasileiros da Global Reporting Initiative – GRI, organização internacional dedicada ao desenvolvimento de diretrizes para a elaboração de relatórios de sustentabilidade pelas empresas.

12 de junho de 2009

Triodos ganha o prêmio de banco sustentável do ano

O banco Triodos acaba de ganhar o prestigiado prêmio de banco sustentável do ano concedido pela International Finance Corporation – IFC e o jornal Financial Times – FT. É a primeira vez que uma instituição financeira, que já nasceu com a estratégia de sustentabilidade nos negócios, ganha esse prêmio. Para nós, coordenadores deste blog, é motivo de satisfação recebermos esta notícia de premiação do banco Triodos. Foi justamente por entendermos que o modelo do Triodos pudesse servir de inspiração para o setor financeiro, que escrevemos o livro “Sustentabilidade dos Negócios no Setor Financeiro: Um caso prático”, lançado em março de 2008, onde apresentamos justamente o caso de sucesso do Triodos. Com crescimento médio anual de 20% nos últimos 10 anos, 25% em 2008, e ativos de 3,7 bilhões de euros, o banco Triodos demonstra que seu modelo de negócio, radicalmente diferente, funciona, não é um nicho de mercado, nem uma butique ou um modelo para o futuro, segundo afirmaram os representantes da IFC e do FT membros da comissão julgadora do prêmio. Em meio à crise econômico-financeira eles destacaram a relevância de premiar o banco Triodos, afirmando que “este é o ano para demonstrar que precisamos de um novo modelo de negócio.” Peter Blom, presidente do Triodos, afirmou: “nós desejamos contribuir para a construção de um sistema financeiro sustentável e pensamos que o nosso modelo de banco irá inspirar profundas mudanças no setor financeiro.” Fundado em 1980 na Holanda, o banco Triodos lançou nesse país os primeiros fundos com caráter “ambiental” e “cultural”. O banco possui 200 mil clientes e investe em mais de 9,5 mil projetos ao redor do mundo com objetivo de ampliar o mercado de serviços financeiros sustentáveis. Saiba mais sobre o livro “Sustentabilidade dos Negócios no Setor Financeiro: Um caso prático”

6 de junho de 2009

Evento com Peter Senge discute a sustentabilidade no contexto das mudanças climáticas

Participamos nesta semana do evento promovido pelo Grupo Santander Brasil – Encontro de Sustentabilidade com Peter Senge – cientista do MIT e autor do livro “A quinta disciplina”. Em sua fala Senge destacou a perda de significado do termo “sustentabilidade”, devido à banalização de seu uso. Fez uma ampla apresentação sobre mudanças climáticas, traçando o panorama atual, suas possibilidades e alternativas, enfatizando a urgência da necessidade de alteração nos padrões de consumo e na redução das emissões de gases de efeito estufa (GEE). Além disso, apontou a retirada de GEEs da atmosfera como ponto fundamental para uma política efetiva contra mudanças climáticas e colocou a liderança – não com relação a postos de comando, mas no sentido das pessoas se tornarem proativas frente à questão ambiental – como ferramenta-chave para uma efetiva mudança global. Peter Senge exibiu o vídeo “The girl effect”, produzido pela Nike Foundation, e a partir dele abriu um diálogo com o público, colocando pontos de reflexão acerca do modo como vivemos. Apresentou também casos práticos do relacionamento entre grandes empresas e organizações de proteção ambiental. Nesse sentido, Senge colocou três pontos importantes para a construção de negócios e comunidades sustentáveis: - O uso da criatividade ao invés de somente reagir para a solução de problemas; - A colaboração através de fronteiras, para que o movimento seja global e dele participem entidades e organizações de todos os setores; - A visão sistêmica, que é a percepção dos problemas como sintomas, interfaces de um grande sistema onde todos os seus componentes se relacionam e influenciam uns aos outros. Por fim, ele se posicionou em relação ao conceito de sustentabilidade, colocando uma visão da qual compartilhamos: “sustentabilidade é a preocupação ambiental com uma nova embalagem", a não ser que seja incluído o bem-estar social nas estratégias empresariais." (Gabriela Amorozo colaborou neste post)

21 de maio de 2009

Evento da Febraban discute sustentabilidade no setor financeiro

Participamos ontem do Café com Sustentabilidade, evento organizado pela Febraban para promover a reflexão e disseminar o conceito de sustentabilidade no âmbito do setor financeiro. A 13ª. edição do evento abordou a adesão das instituições financeiras a pactos e acordos voluntários, que estabelecem diretrizes socioambientais aplicadas aos negócios.

9 de maio de 2009

Normas AA1000: empresas ressaltam a relevância do diálogo com stakeholders

Participamos na semana passada do evento de lançamento pela Accountability da versão em português das normas AA1000 Assurance Standard e AA1000 Accountability Standard Principles, respectivamente, AA1000AS e AA1000ASP, onde foi discutida a importância estratégica do engajamento das empresas com seus públicos de interesse (stakeholders). A norma AA1000AS foi desenvolvida para garantir a credibilidade e a qualidade do desempenho em sustentabilidade e da elaboração de relatórios de sustentabilidade pelas empresas. Por meio da utilização dessa norma, as entidades que realizam o trabalho de verificação dos relatórios de sustentabilidade podem assegurar se são críveis as informações prestadas pelas empresas aos seus stakeholders, tais como sobre as emissões de gases do efeito estufa e a gestão do sistema ambiental. A norma AA1000ASP complementa a norma AA1000AS, ao trazer três princípios que devem ser considerados no processo de engajamento das empresas com seus públicos de interesse: o Princípio Fundamental da Inclusão - relacionado à participação dos stakeholders no desenvolvimento da estratégia de sustentabilidade da empresa; o Princípio da Relevância - determinação do que é importante, ou material, para os públicos de interesse e para a empresa; e o Princípio da Capacidade de Resposta - como a empresa comunica o que é feito e o que ela faz em resposta às preocupações dos seus públicos de interesse em relação à sustentabilidade. Daniel Waistell da AccountAbility afirmou que as normas AA1000, “são uma ferramenta de gestão, e não a resposta para o diálogo com os stakeholders”. Sobre isso, os representantes das empresas presentes ao evento apontam o aumento da credibilidade e a facilitação do diálogo com seus públicos de interesse como benefícios da aplicação dessas normas. O engajamento com públicos de interesse não é um processo de diálogo comum e, como apontou Ricardo Young do Instituto Ethos, “empresas que praticam o engajamento com stakeholders não são necessariamente sustentáveis.” Ainda segundo ele, “há necessidade das empresas desenvolverem diálogos de confiança com seus públicos de interesse, por meio de processo humilde e cooperativo – ao invés da arrogância e competitividade, ainda comuns no ambiente empresarial.” Marcos Vaz, da Natura, disse ser necessário que as empresas estejam preparadas para “perguntar aos seus stakeholders e ouvir suas respostas – não necessariamente aquelas que gostariam”. Um ponto comum entre os painelistas do evento foi de que o engajamento com stakeholders trata-se de um processo de mudança cultural, que deve ser continuamente internalizado nas empresas. As normas AA1000 – revisadas em 2008 e agora disponíveis em português – apresentam-se, portanto, como ferramentas de gestão para esse processo de diálogo das empresas com seus stakeholders. Concordamos com o ponto comum dos painelistas de que esse processo envolve uma mudança cultural por parte das empresas e que deve ser transparente e genuíno onde, segundo Sonia Favaretto do Itaú Unibanco, “é preciso saber que valor agrega e que valor se tira desse processo.” (Gabriela Amorozo colaborou neste post) A Accountability é uma organização que trabalha com empresas, governos e entidades da sociedade civil para desenvolver práticas empresariais responsáveis. Saiba mais sobre a Accountability e as Normas AA1000 aqui.

7 de maio de 2009

Evento discute sustentabilidade na área de TI

Participamos na semana passada da série “Diálogos Itaú de Sustentabilidade”, cujo tema foi Tecnologia da Informação (TI) “verde”. Aerton Paiva, da Apel Consultoria, fez uma introdução sobre sustentabilidade nos negócios e a necessidade de sua aplicação ao mercado de TI – não somente no hardware como também no software. Como pontos fundamentais, destacou a necessidade, em caráter de urgência, da definição de critérios e metas de desempenho ambiental e seu respectivo monitoramento, aspecto esse que considera imprescindível para o avanço de sistemas de informação mais sustentáveis. Em seguida, foram apresentados dois casos: da IBM e da Itautec. Ganhos de eficiência no consumo de energia é a principal linha de ação em comum entre ambas as empresas no sentido de reduzir a pegada ecológica de suas atividades. A Itautec apresentou suas iniciativas relacionadas ao descarte e reciclagem pós consumo e a fabricação de produtos livre de metais pesados. Com relação à eliminação de insumos tóxicos, a empresa informou que está utilizando as normais internacionais RoHS (Restriction on Hazardous Substances) e Lead Free (ausência de chumbo), bem como a norma Weee (Waste Electrical and Electronic Equipment) para a reciclagem de produtos ao fim de sua vida útil. Buscando reduzir o consumo de recursos naturais e prepararem-se para uma economia que caminha na direção da baixa emissão de carbono, as empresas deveriam reforçar suas diretrizes de sustentabilidade em toda a cadeia da infraestrutura de TI. (Gabriela Amorozo colaborou neste post)