5 de março de 2009

Nasce banco com foco em sustentabilidade nos EUA

Em meio à crise no setor financeiro, acaba de ser criado nos EUA o e3bank, um banco que já nasce com a estratégia de sustentabilidade em seus negócios. O e3bank irá incentivar seus clientes a ter um modo de vida mais sustentável ao oferecer financiamentos “verdes” com taxas de juros reduzidas. O foco de atividades desse novo banco será o de financiar construções, desenvolvimento de tecnologias e produtos sustentáveis. O e3bank não terá agências e limitará ao mínimo a sua pegada ecológica, utilizando, sempre que possível, meios eletrônicos para realizar suas operações e se relacionar com os clientes. O foco de atuação do e3bank segue a mesma linha do Banco Triodos, fundado em 1980 na Europa, cujo case mostra que é viável conciliar as variáveis sociais e ambientais aos negócios do setor financeiro. Saiba mais sobre o Banco Triodos lendo o nosso livro Sustentabilidade dos Negócios no Setor Financeiro: Um caso prático, editora Annablume Saiba mais sobre o e3bank aqui

16 de fevereiro de 2009

BNDES amplia abertura de informações sobre seus financiamentos

Em uma nova etapa do seu projeto de dar maior transparência às suas operações, o BNDES acaba de disponibilizar em seu site na Internet informações relativas aos contratos de financiamento assinados durante o ano de 2008. O banco já vinha disponibilizando a lista das 50 maiores operações contratadas por setor de atividade. Agora o banco passa a disponibilizar todas as operações contratadas nos últimos 12 meses por 4 segmentos: operações diretas com as empresas, indiretas (realizadas por meio de repasse de recursos a outros bancos), contratos com micro, pequenas e médias empresas e financiamentos a estados e municípios. As operações com empresas estão divididas por setor de atividades: indústria, infraestrutura, inclusão social, insumos básicos e comércio exterior, e incluem o nome da empresa, CNPJ, descrição do projeto, localização do empreendimento, data da contratação e valor do financiamento. Entendemos que essa iniciativa do BNDES é um passo importante no sentido de dar maior abertura de informações ao público sobre suas atividades. Esperamos que a próxima etapa inclua informações sobre os potenciais impactos socioambientais dos empreendimentos e as exigências do banco para mitigá-los, como é prática da International Finance Corporation – IFC. Acesse aqui a nova página do BNDES sobre projetos financiados Acesse aqui a página da IFC sobre projetos financiados

9 de fevereiro de 2009

Setor financeiro e sustentabilidade ganham destaque na pauta do Fórum Social Mundial

Em plena crise econômica global, inicialmente desencadeada pela quebra de instituições financeiras nos Estados Unidos, a discussão sobre o papel dos bancos na promoção do desenvolvimento sustentável não poderia ter ficado ausente da agenda do Fórum Social Mundial 2009, recentemente realizado em Belém do Pará. Três eventos sobre este tema tiveram lugar no fórum, com destaque para o Seminário “Sustentabilidade, Banco Central e Sistema Financeiro”, promovido pelo Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central do Brasil – SINAL. Este evento teve por objetivo compor um quadro sobre a sustentabilidade no setor financeiro e refletir qual seria o papel do Banco Central diante dos enormes desafios impostos pela atual crise econômica e pelas questões socioambientais associadas às atividades do setor. Na nossa palestra nesse seminário apresentamos um panorama sobre como as instituições financeiras, nacionais e internacionais, lidam com a variável socioambiental em suas estratégias de negócios. Isto é um processo que vem ocorrendo tanto pela adoção de diretrizes para avaliar os riscos sociais e ambientais no processo de decisão de crédito e de investimento, como pelo lançamento de novos produtos financeiros destinados, por exemplo, a preparar seus clientes para uma economia que caminha para a baixa emissão de carbono. É nessa direção que o Banco Central exerceria papel fundamental: fomentar a criação de instrumentos financeiros de alcance global, tais como fundos de investimentos e linhas de crédito, destinados a atrair recursos de grandes investidores institucionais e do setor público que seriam canalizados no combate ao desmatamento e às mudanças do clima e a projetos no setor de energias renováveis. Desse modo, o Banco Central estaria atuando não somente para solucionar a crise econômica, como também contribuindo no combate ao aquecimento do planeta. Na mesma linha do seminário organizado pelo SINAL, ocorreu um outro evento, promovido pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro, que abordou o papel do crédito na sustentabilidade da Amazônia. Ainda um terceiro painel, articulado por uma rede de organizações sociais, colocou em discussão o alcance socioambiental das atividades financiadas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES. Estes três eventos são uma demonstração inequívoca de que a sociedade civil brasileira percebe o papel indutor que o setor financeiro exerce, sobretudo por meio do crédito, na promoção de negócios com mais sustentabilidade.

22 de janeiro de 2009

Debate aponta possível saída para a crise: economia de baixo carbono

O Instituto Ethos realizou hoje um debate sobre a crise econômica no Brasil. Os debatedores foram: José Eli da Veiga - professor da FEA-USP, John Welch - economista-global do Banco Itaú, Sérgio Besserman Vianna - professor da PUC-RJ e João Carlos Ferraz - diretor de planejamento do BNDES. O debate foi moderado pela jornalista Miriam Leitão da Globonews e da rádio CBN. Os debatedores foram unânimes em afirmar que a crise é profunda, com efeitos ainda não totalmente identificados e de longa recuperação. Os professores José Eli e Sérgio Besserman concordam que a crise não terá saída, a não ser que a economia caminhe para o chamado “baixo carbono” (drástica redução da emissão de gases do efeito estufa, responsáveis pelo aquecimento do planeta e pelas mudanças do clima). Eles afirmaram também que esgotou o tempo de pensar que a sustentabilidade ambiental é um anexo do desenvolvimento econômico. Acrescentaram ainda que a crise acaba servindo como um freio de “arrumação” da economia mundial, cuja matriz energética atual aquece o planeta de forma intolerável e as emissões de carbono não são precificadas. O prof. José Eli disse que enquanto emitir carbono não custar caro, nada irá acontecer para substituição dos combustíveis fósseis como principal fonte de energia do planeta. Ele acredita, porém, que cedo ou tarde essa substituição acontecerá. Nessa direção, o prof. Besserman sugere às empresas investirem em projetos de eficiência energética e descarbonização de suas atividades. É nesse mesmo sentido que acreditamos as instituições financeiras deveriam seguir: numa visão de mais longo prazo, rever suas estratégias à luz de uma economia que caminha na direção do baixo carbono em resposta aos impactos das mudanças do clima no ambiente de negócios.

Fórum Social Mundial promove seminário sobre sustentabilidade, Banco Central e o setor financeiro

De 27 de janeiro a 1o. de fevereiro acontecerá o Fórum Social Mundial (FSM) em Belém do Pará. O FSM é um espaço aberto de estímulo ao debate, reflexão, formulação de propostas, troca de experiências e articulação entre organizações pela construção de um outro mundo mais solidário, democrático e justo. Dentre as diversas atividades do fórum, será realizado o "Seminário: Sustentabilidade, Banco Central e Sistema Financeiro", onde iremos realizar uma apresentação sobre como os bancos estão incorporando práticas de sustentabilidade em suas estratégias de negócios e o papel do Banco Central como indutor das melhores práticas. Esse seminário, que ocorrerá no dia 30 de janeiro das 12 às 15 horas, contará com os seguintes palestrantes: Elvira Cruvinel - Banco Central do Brasil Maria de Fátima Tosini - Banco Central do Brasil Victorio Mattarozzi - consultoria Finanças Sustentáveis João Roberto Lopes Pinto - Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas - IBASE Roland Widmer - ONG Amigos da Terra - projeto Eco-finanças Antonio Gustavo Matos do Vale - Banco Central do Brasil Saiba mais sobre o Fórum Social Mundial aqui.

21 de janeiro de 2009

BNDES cria área de meio ambiente

Em mais uma etapa na direção de reforçar seu comprometimento com a realização de negócios mais sustentáveis, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES anunciou a criação de sua área de meio ambiente. Recentemente o banco ratificara a nova versão do Protocolo Verde. O BNDES informou que a questão ambiental é uma de suas prioridades e que irá trabalhar conjuntamente com o governo federal no combate ao desmatamento e às mudanças climáticas. A nova área de meio ambiente será responsável, dentre outras atribuições, pela gestão do Fundo da Amazônia, pela execução do Programa de Conservação de Energia – Proesco e de um programa especial de preservação da Mata Atlântica que ainda deverá ser lançado. Por ser o maior financiador de projetos de infra-estrutura do país, ao criar a essa nova área, entendemos que o BNDES pode contribuir para que as empresas tomadoras de recursos incorporem melhores práticas socioambientais no desenvolvimento de seus projetos.