22 de outubro de 2008

Argentina: seguro ambiental agora é obrigatório

A Argentina acaba de se tornar o primeiro país do mundo onde empresas que estão envolvidas com atividades de maior potencial de impacto ambiental agora têm que contratar obrigatoriamente um seguro ambiental. A lei ambiental argentina, de 2002, já previa o seguro ambiental. Contudo, somente no final de setembro foi concluída a sua regulamentação. Na nossa opinião o seguro ambiental pode ser um instrumento para evitar que o ônus da reparação do meio ambiente recaia somente ao poluidor e não seja transferido para a sociedade. No Congresso brasileiro há projetos de lei na direção da obrigatoriedade do seguro ambiental. Seria interessante que os congressistas e o mercado segurador examinassem o exemplo da lei argentina. Acesse aqui: Ley General del Ambiente, 2002 Regulamentações e mais informações sobre o seguro ambiental argentino

17 de outubro de 2008

Cadeias produtivas: novo acordo introduz critérios socioambientais

No âmbito das "Conexões Sustentáveis São Paulo - Amazônia", os setores da soja, pecuária bovina e madeira acabam de aderir a pactos voluntários para eliminar práticas ilegais em suas cadeiras produtivas e, assim, fornecer produtos que respeitam critérios socioambientais. Inicialmente, dois critérios serão aplicados aos fornecedores de madeira, carne, grãos e óleos vegetais, carne e madeira: i) não estar incluído na “lista suja” do trabalho escravo do Ministério do Trabalho; ii) não ter qualquer propriedade embargada pelo Ibama, onde foi constatado desmatamento ilegal. Na formulação dos pactos não houve consenso a respeito da verificação quanto à legalidade da terra de onde vem o produto, porque dos nove Estados da Amazônia Legal, apenas o de Mato Grosso possui um cadastro oficial de propriedades rurais. Apesar desse critério ter ficado de fora, entendemos que os pactos são uma iniciativa importante para introduzir a variável socioambiental nas cadeias produtivas de grãos, carne e madeira. São grandes empresas que beneficiam esses produtos antes deles chegarem aos consumidores. Daí a relevância dos pactos, que envolvem também redes varejistas. É o caso do Wal-Mart, que afirmou irá exigir que todos os seus fornecedores sejam signatários dos pactos. Esperamos que esses novos pactos possam contribuir para a redução do desmatamento da Amazônia e suas metas e resultados alcançados sejam amplamente divulgados. Leia aqui o Pacto da Soja Leia aqui o Pacto da Pecuária Leia aqui o Pacto da Madeira

15 de outubro de 2008

Programe-se para assistir filmes sobre sustentabilidade

A partir de agora você pode conferir indicações de filmes e documentários sobre o tema da sustentabilidade no site da nossa consultoria Finanças Sustentáveis, ou aqui mesmo no nosso blog na coluna à direita. Clique aqui para conhecer as sinopses desses filmes. Nossas indicações abrangem desde documentários mais recentes que abordam os impactos do aquecimento global, até produções consagradas baseadas em acontecimentos reais. Ainda sobre filmes e documentários desse gênero, achamos bem-vinda a iniciativa do lançamento do Cine-clube Socioambiental, que agora está iniciando Mostra Itinerante do X Festival Internacional de Cinema e Video Ambiental de Goiás (FICA) e o 1º. Ciclo de Filmes e Palestras do Cine-clube. Para saber mais, clique aqui.

30 de setembro de 2008

Receba nossos posts por email

A partir de agora você pode se cadastrar para receber em seu email o conteúdo postado aqui no blog Negócios Sustentáveis. Para isso, basta procurar no menu ao lado "Receba o conteúdo por e-mail" e se cadastrar.

25 de setembro de 2008

Comunicação da sustentabilidade ou greenwashing?

Atualmente, é muito comum encontrarmos propagandas ou publicidades de empresas em jornais, revistas e na televisão, abordando o tema da sustentabilidade. Devido ao crescente uso do tema, está surgindo um debate sobre a qualidade das informações veiculadas nessas comunicações corporativas. Uma empresa que apresente benefícios ambientais ou socioambientais inexistentes ou inadequados em uma campanha publicitária, por exemplo, está sendo rotulada hoje de praticar o “greenwashing”. Esse termo em inglês é traduzido como “maquiagem verde”, representando algo usado para mascarar uma realidade não muito sustentável. E como as empresas podem evitar serem rotuladas por greenwashing? Sugerimos que elas fiquem atentas ao conteúdo de suas campanhas publicitárias e que tomem alguns cuidados. Aquelas empresas que queiram saber mais como evitar o greenwashing, podem seguir as orientações de guias que foram lançados recentemente. Existem pelo menos três documentos que explicam como se caracteriza o greenwashing e trazem recomendações práticas do que não se deve fazer ou comunicar a fim de evitá-lo. Faça o download aqui: The Greenwash Guide - Futerra Sustainability Communications The 6 Sins of Greenwashing - TerraChoice Eco-promising: Communicating the environmental credentials of your products and services - Forum for the Future and Business for Social Responsibility

15 de setembro de 2008

Grandes empresas perdem a oportunidade de envolverem seus públicos de interesse

Essa é uma das conclusões de um recém-lançado relatório que avaliou a transparência dos relatórios de sustentabilidade das 50 maiores empresas americanas, segundo a lista da revista Fortune. De acordo com o relatório Measuring the Transparency of Environmental Sustainability Reporting Through Websites of Fortune 50 Corporations a maioria das empresas utiliza a internet para divulgar informações quanto ao seu desempenho socioambiental, mas poucas delas se utilizam do potencial interativo da internet para envolver seus stakeholders e serem transparentes na divulgação de suas informações. O relatório produzido por pesquisadores da Brigham Young University e da KDPaine and Partners avaliou quatro fatores em cada empresa: a participação de stakeholders na decisão de quais informações devem ser divulgadas; a utilidade das informações prestadas; o quanto essas informações possam representar o desempenho da empresa e a disponibilidade freqüente de informações de fácil compreensão. Os pesquisadores planejam expandir nos próximos meses a análise para as 500 maiores empresas americanas. Acesse o relatório

3 de setembro de 2008

Brasil é o país mais sensível às variações do clima

Foi divulgado recentemente o estudo Global Weather Sensitivity que considerou informações do PIB, de setores econômicos e informações históricas sobre temperaturas e chuvas de 68 países para avaliar a sensibilidade da economia de cada nação às variações climáticas. Segundo o estudo, elaborado pela empresa de gerenciamento do risco climático WeatherBill, em função das grandes variações de temperatura e por possuir uma forte atividade econômica baseada na agricultura e na mineração, a economia brasileira é, de todas, a mais vulnerável às mudanças do clima. Achamos importante mencionar que esse estudo, da mesma forma que o recente estudo divulgado pela Embrapa, serve como um alerta para que empresas, investidores e também os financiadores dos setores mais sensíveis às variações climáticas, se utilizem de ferramentas para reduzir os potenciais impactos financeiros em seus negócios.