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4 de setembro de 2018
Parceria entre Bunge, Santander e The Nature Conservancy quer financiar soja sem desmatar o Cerrado
Uma empresa global do agronegócio – Bunge, um
banco – Santander Brasil e uma organização ambientalista do terceiro setor - The
Nature Conservancy (TNC) anunciaram no último mês de agosto que criaram um mecanismo de financiamento inédito para produtores de soja no bioma do
Cerrado brasileiro. Tal mecanismo oferecerá empréstimos de até dez anos aos
produtores de soja que se comprometerem a não desmatar ou converter a vegetação
nativa do Cerrado. Atualmente, a maioria dos empréstimos destinados ao plantio
da safra de soja são de curto prazo, menos de um ano.
17 de outubro de 2008
Cadeias produtivas: novo acordo introduz critérios socioambientais
No âmbito das "Conexões Sustentáveis São Paulo - Amazônia", os setores da soja, pecuária bovina e madeira acabam de aderir a pactos voluntários para eliminar práticas ilegais em suas cadeiras produtivas e, assim, fornecer produtos que respeitam critérios socioambientais. Inicialmente, dois critérios serão aplicados aos fornecedores de madeira, carne, grãos e óleos vegetais, carne e madeira: i) não estar incluído na “lista suja” do trabalho escravo do Ministério do Trabalho; ii) não ter qualquer propriedade embargada pelo Ibama, onde foi constatado desmatamento ilegal.
Na formulação dos pactos não houve consenso a respeito da verificação quanto à legalidade da terra de onde vem o produto, porque dos nove Estados da Amazônia Legal, apenas o de Mato Grosso possui um cadastro oficial de propriedades rurais. Apesar desse critério ter ficado de fora, entendemos que os pactos são uma iniciativa importante para introduzir a variável socioambiental nas cadeias produtivas de grãos, carne e madeira. São grandes empresas que beneficiam esses produtos antes deles chegarem aos consumidores. Daí a relevância dos pactos, que envolvem também redes varejistas. É o caso do Wal-Mart, que afirmou irá exigir que todos os seus fornecedores sejam signatários dos pactos.
Esperamos que esses novos pactos possam contribuir para a redução do desmatamento da Amazônia e suas metas e resultados alcançados sejam amplamente divulgados.
Leia aqui o Pacto da Soja
Leia aqui o Pacto da Pecuária
Leia aqui o Pacto da Madeira
31 de janeiro de 2008
Política da Vale provoca mudanças na gestão ambiental de guseiras
A Companhia Siderúrgica do Pará (Cosipar), que produz ferro-gusa a base de carvão vegetal, acaba de fechar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), onde se compromete a reflorestar 32 mil hectares com árvores de espécies nativas.
A Cosipar é a primeira empresa guseira do estado do Pará processada por crime ambiental a fechar esse tipo de acordo. O passivo ambiental da empresa é devido à falta de comprovação da origem do carvão vegetal usado na produção de ferro-gusa, indicando que esse produto foi obtido como desmatamento da floresta Amazônica.
A Cosipar informou que precisava fechar o acordo com o Ibama para que a companhia Vale voltasse a lhe fornecer minério de ferro, matéria-prima para a produção de ferro-gusa. Em outubro de 2007 a Vale, em linha com suas práticas de gestão socioambiental, deixou de fornecer minério de ferro para diversas guseiras do Pará e do Maranhão que estavam em situação ilegal.
A Vale informou que irá esperar uma posição oficial do Ibama para avaliar a possibilidade de retomar o suprimento de minério de ferro para a Cosipar. O Ibama espera fechar acordos com as demais empresas guseiras, o que irá permitir reflorestar entre 50 mil e 80 mil hectares com mata nativa no Pará.
Consideramos o acordo fechado entre a Cosipar e o Ibama um exemplo evidente de como o uso de boas práticas de gestão socioambiental pelas empresas repercute favoravelmente em toda a cadeia produtiva, contribuindo para minimizar os impactos no meio ambiente.
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